Política
PMDB e PSDB n�o t�m candidato no 2� turno
ODILON RIOS Nem Cícero Almeida nem Alberto Sextafeira. O PMDB e o PSDB não vão apoiar nenhum dos dois candidatos à Prefeitura de Maceió no segundo turno. ?Essa posição de não apoiar nenhum dos candidatos é de coerência. Não aceitamos o velho método de se fazer política na capital?, justificou o senador Renan Calheiros (PMDB), dizendo que está disposto a ?conversar no dia 1º de novembro para discutir uma agenda com as necessidades de Maceió?. Na prática, Cícero Almeida (PDT-PTB) e Alberto Sextafeira (PSB-PT) seguem sem o apoio dos dois maiores partidos do Estado. Segundo os representantes dos dois partidos, os vereadores estão livres para apoiar quem quiserem, assim como o secretário estadual de Saúde Álvaro Machado, que é do PSDB, mas permanece à frente da pasta no governo Lessa, que apóia Sexta. ?Não vamos engessar ninguém?, declarou o senador Renan Calheiros. A entrevista coletiva dos senadores Renan e Teotonio Vilela Filho (PSDB) e do candidato derrotado no primeiro turno, José Wanderley (PMDB), feita na Casa da Comunicação, teve um tom crítico em relação à atual administração em Maceió. ?Nossa campanha foi a da convocação de idéias em torno de Maceió, que está desesperada e caótica?, afirmou Téo Vilela. ?Não dá para apoiar os candidatos que estão postos. Não nos sentimos contemplados nem nas idéias nem nas posturas?, ressaltou o senador tucano. ?Aos meus eleitores, espero que eles reflitam e, se quiserem votar em alguém ou se não quiserem votar em ninguém, fiquem à vontade?, disse Wanderley. ?Saio desta campanha como entrei: discuti idéias, não vendi minha alma, não comprei votos. Saio de cabeça erguida?, disse o ex-candidato . Na conversa com a imprensa, Renan também fez duras críticas aos métodos de caça aos votos utilizados por Sexta e Almeida: ?Wanderley sofreu durante toda a campanha agressões sórdidas, covardes e mentirosas dos dois candidatos e dos três laranjas?. O senador pemedebista também negou que esteja seguindo a orientação nacional do PMDB, como em São Paulo, onde o partido optou por não escolher entre Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB), evitando enfrentar o PT nas urnas. ?Essa é uma realidade de Alagoas?, disse Renan, lembrando que o caso em Maceió ?é uma particularidade?. ?O PMDB ajuda na governabilidade do país. Temos 23 senadores?, justificou. Renan lembrou que o partido ganhou em municípios importantes como Arapiraca, Rio Largo, Marechal Deodoro, Coruripe, São Miguel dos Campos, São Luiz do Quitunde, Matriz do Camaragibe, Porto Calvo e Murici. Com o anúncio dos senadores, terminou a geografia das eleições na capital para o segundo turno. Na quinta-feira, o PPS, liderado por Regis Cavalcante, quarto colocado na eleição, decidiu apoiar Cícero Almeida. O PSTU já anunciou que não vai apoiar nenhum dos candidatos e vai incentivar o voto nulo. 2006 Sobre o quadro das eleições em 2006, onde possivelmente se lançaria candidato ao governo do Estado, Renan desconversou. ?Não sou candidato porque é muito cedo?, dizendo, ainda, que foi procurado pelos caciques do PDT (Geraldo Sampaio) e PTB (João Lyra) para conversar sobre as eleições municipais. ?Com o governador Ronaldo Lessa não existia acordo para o segundo turno, até porque em política não dá para se fazer previsões?, adiantou o senador, lembrando: ?Nossa relação com o governador continua muito boa?. Sobre as relações com a prefeita de Maceió, Kátia Born (PSB), Téo Vilela lembrou que, em 1992, no segundo turno, subiu no mesmo palanque de Ronaldo Lessa, quando o governador, na época, era candidato ao governo municipal. ?Demorei quinze dias para subir no palanque de Lessa, quando a cultura aqui era uma demora de anos para voltara se falar nas ruas?, destacou o tucano.