Política
Alian�as do 2� turno exp�em fragilidade no grupo de Lessa
MARCOS RODRIGUES A primeira semana depois da eleição de 3 de outubro mostrou que a movimentação política, que já era barulhenta, agora ganhou contornos mais decisivos. É que os ex-aliados do governo, a exemplo do PPS, PMDB e PSDB, definiram seus rumos no segundo turno da sucessão em Maceió e causaram, sobretudo, estragos na candidatura de Alberto Sextafeira (PSB-PT). O principal beneficiado pelo novo xadrez político é o candidato Cícero Almeida, da coligação PDT-PTB. Ele conseguiu a adesão do quarto colocado no primeiro turno, Regis Cavalcante, do PPS. O movimento do PPS, tradicional aliado do PSB, em direção à oposição, irritou o governador Ronaldo Lessa (PSB). Ele considerou a decisão do partido ?politicamente incorreta?. O ex-candidato do PPS respondeu ao governador dizendo que o ?sentimento que o levou ao apoio do PDT é de 70% do eleitorado, que quer mudança na prefeitura?, disse. A disposição do governador só foi mais ?branda? com os senadores Teotonio Vilela (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB). A posição de não apoiarem nenhum dos dois candidatos não foi interpretada pelo governador como um recuo ou omissão, mas sim ?uma posição coerente?. Durante a entrevista coletiva em que anunciaram a posição oficial, na sexta-feira, Téo Vilela e Renan não demonstraram compromisso ?com o projeto de governo do PSB?, difundido pelo governador. Ainda assim, mesmo demonstrando um sentimento de oposição, não apontaram na direção de Almeida. Com isso, não fecham a porta para os acordos da sucessão estadual, mas deixam de estender a mão ao ex-aliado. Cenário O detalhe é que o cenário para 2006 ficou comprometido, ou abalado. Se existiam certezas, começam a surgir dúvidas. Lessa, entretanto, fez questão de evitar falar em ?rachas?, mas não soube explicar por que Renan sequer sentou com ele para discutir o apoio a Alberto Sextafeira (PSB-PT), como fora anunciado. Antes de a eleição começar, quando Téo decidiu se lançar candidato e trouxe consigo o PMDB, dizia-se que a disputa não atrapalharia ?o acordo de apoio mútuo?, entre Renan, Téo e Lessa para 2006. A posição oficial do candidato José Wanderley causou um ?abalo? na candidatura de Sextafeira, principalmente porque corria nos bastidores da campanha ?que a ida para o segundo turno atrairia todas as forças contra Almeida?. O novo quadro, porém, mostra uma realidade bem diferente. Novidade Mas para o marqueteiro da candidatura de Alberto Sextafeira, o jornalista Rui França, a posição dos senadores não representará um problema, porque quadros do partido apoiarão Sextafeira. ?Eles estão disponíveis, inclusive para as gravações do Guia Eleitoral. Tanto Carlos Ronalsa quanto o pastor João Luiz, ambos reeleitos para vereador, estão com Sexta. Além disso, no PSDB tenho a informação de que o Diretório Municipal também estará conosco?, destacou França. Ele disse, ainda, que contará com prefeitos eleitos e ministros do PT nos programas. Ao analisar a posição do candidato do PPS, ele não poupou críticas. Segundo França, a escolha do ex-candidato não representa ?nenhuma repercussão? para a candidatura governista. ?O Regis, para nós, é uma figura política morta. Os 30 mil votos que obteve só demonstraram que ele diminuiu de tamanho e não tem representatividade?, atacou França em tom de ironia. Se para o PSB Regis não tem expressão, para Almeida ele é ?uma referência? e por isso já gravou sua participação no programa eleitoral para a TV.