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PF prende sete acusados de crime eleitoral

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ODILON RIOS Os ataques mútuos entre os dois candidatos do segundo turno à Prefeitura de Maceió, Alberto Sextafeira (PSB-PT) e Cícero Almeida (PDT-PTB) saíram dos meios de comunicação e novamente ganharam as ruas da capital. Ontem, em um trabalho conjunto das polícias Civil e Federal, sete pessoas ? das quais seis são menores ? foram autuadas em flagrante e encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal (PF), no Jaraguá, depois de distribuírem panfletos na orla de Maceió, próximo ao Bingo Ponta Verde. Os acusados prestaram depoimento à PF e foram liberados em seguida. Segundo o delegado da PF responsável pelo caso, Marco Antonio Gomes, dos sete acusados, um era maior de idade. José Edson, 24, mora em Mangabeiras e vai responder por difamação em propaganda eleitoral. O crime é previsto no artigo 325, da lei 4.737/65, do Código Eleitoral, que prevê pena de três meses a um ano de prisão, se o acusado for condenado. Sobre os menores, o caso foi comunicado ao Juizado da Infância e da Juventude. Segundo a PF, foram apreendidos 550 panfletos em poder do grupo. José Edson, conforme o delegado, se comprometeu a comparecer à Justiça Eleitoral para a audiência com o juiz e o promotor. O inquérito e a ficha de antecedentes criminais de Edson serão encaminhados à Justiça Eleitoral nos próximos dias. Desculpas Os panfletos continham uma carta aberta dando a entender que teria sido escrita pela prefeita Kátia Born (PSB) (inclusive com um a cópia de sua assinatura) onde ela ?assumiria erros do PSB? nos últimos doze anos de administração e pediria desculpas ?pela miséria na cidade, pelos menores abandonados que não consegui retirar da porta do Palácio Floriano Peixoto?. No mesmo panfleto, ela supostamente convoca a população a votar em Sextafeira, ?um colaborador fiel a mim, que já vem me ajudando a administrar Maceió. A vitória do Sextafeira é também a minha vitória, a vitória da minha administração?, diz a carta que finaliza: ?E juntos, eu, você e o Sexta, vamos trabalhar mais quatro anos, vamos tentar mais uma vez recuperar o tempo perdido?. Segundo o delegado, o panfleto induz a prejuízo à candidatura de Sextafeira. ?Acho que o que existe aqui de maior gravidade não é a suposta assinatura falsa, mas a indução ao eleitor a acreditar que poderia perder votos se escolhesse o candidato citado no panfleto?, destacou o delegado, evitando falar quem teria pago aos acusados para distribuir os panfletos. ?O inquérito chega às mãos da Justiça Eleitoral nos próximos dias. Lá, poderá ser consultado?. Repercussão A suposta ?carta de desculpas? atribuída à Kátia Born (PSB) agitou os bastidores políticos e rendeu ataques nas rádios entre a prefeita e a assessoria de comunicação do candidato Cícero Almeida (PDT). A prefeita negou autoria do panfleto e acusou o comitê de Almeida de distribui-lo. A assessoria de Almeida revidou a acusação, dizendo que a própria prefeita mandou publicar os panfletos para acusar Almeida. Na versão da prefeita, a secretária municipal de Saúde, Jaci Quintella, e sua equipe, conseguiram prender os acusados na orla de Maceió. Eles teriam confessado o recebimento de R$ 10, pagos pelo comitê de Cícero Almeida, para distribuir o panfleto. ?O panfleto desmerece o Poder Executivo municipal e, além disso, tem uma assinatura que não é minha?, disse Kátia Born.

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