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Vereadores eleitos t�m baixa escolaridade

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LUIZA BARREIROS Dos 938 vereadores eleitos em Alagoas, 82% não têm curso superior completo. O dado faz parte das estatísticas divulgadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relativas às eleições de 3 de outubro. Ainda segundo a planilha do TSE, 216 vereadores eleitos no Estado não têm sequer o curso fundamental completo. Outros 65 declararam saber apenas ler e escrever. Entre os que têm apenas o curso fundamental completo estão 165 vereadores eleitos. Os dados do tribunal revelam, ainda, que 259 dos novos legisladores municipais concluíram o ensino médio e 54 têm o curso médio incompleto. Mesmo sendo vedada a candidatura de analfabetos, 32 vereadores eleitos ?não informaram? o grau de escolaridade. Setenta e dois dos eleitos declararam à Justiça Eleitoral terem o curso superior incompleto. Entre os prefeitos eleitos, o grau de escolaridade é um pouco melhor. Dos 103 eleitos (101 dos municípios em que a eleição já foi definida, mais os dois candidatos que disputam o segundo turno em Maceió), 43,6% têm curso superior completo. Quatorze candidatos declararam ter curso superior incompleto; 26 o ensino médio completo; seis o curso fundamental completo; oito o curso fundamental incompleto e um deles não informou. Três dos novos prefeitos disseram que apenas lêem e escrevem. Ocupação Outra informação disponível diz respeito às profissões exercidas pelos candidatos eleitos no primeiro turno. A profissão declarada pelo maior número de vereadores eleitos em Alagoas é a de agricultor: 168 trocaram o cabo da enxada pelas câmaras legislativas. Outros 253 não informaram a profissão. Há ainda 48 que declararam já serem vereadores; 45 servidores públicos municipais, 25 servidores públicos estaduais e 48 professores de ensinos fundamental e médio. Oitenta e oito eleitos declararam serem comerciantes. Há também 29 motoristas e 24 estudantes. Entre os prefeitos eleitos, há seis que declaram o cargo de prefeito como sendo sua profissão. Apesar disso, dos 52 atuais prefeitos que tentaram a reeleição, 32 conseguiram permanecer no cargo. Há ainda, entre as profissões declaradas, pecuaristas (3); engenheiros (6); empresários (7); advogados (4) e um fiscal de tributos. Treze eleitos não declararam nenhuma ocupação. Partido barrado O Tribunal Superior Eleitoral, em decisão unânime, negou ontem pedido de registro a uma nova agremiação partidária, denominada Partido Nacional Trabalhista Brasileiro (PNTB). No TSE, estão legalmente autorizados a funcionar 27 partidos políticos em todo o país. Durante o julgamento do requerimento (RGP 300) ajuizado pelo presidente provisório do partido, Mário Caruso, os ministros acompanharam o voto do relator Luiz Carlos Madeira, que negou o pedido por falta de documentação exigida pela lei eleitoral 9.096, de 1995. O ministro observou que não consta nos documentos juntados à inicial, a comprovação de apoio mínimo de eleitores, requisito necessário para a constituição legal de partido político.

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