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Almeida amea�a veicular esc�ndalos em Guia Eleitoral

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CELIO GOMES ODILON RIOS O feriado de ontem começou com uma inusitada entrevista do candidato do PDT a prefeito de Maceió, Cícero Almeida. Ele resolveu antecipar parte do conteúdo de seus próximos programas no Guia Eleitoral ? uma atitude inesperada, porque a regra nas campanhas é manter segredo absoluto sobre o material a ser exibido. Na entrevista à Rádio Jornal (pertencente ao Grupo João Lyra), ontem pela manhã, o candidato listou uma série de insinuações e acusações contra a prefeita Kátia Born e o candidato Alberto Sextafeira (PSB-PT), seu adversário do segundo turno na disputa pela Prefeitura de Maceió. Segundo Almeida, tudo o que ele estava dizendo à emissora naquele momento aparecerá no Guia Eleitoral, nos próximos dias. O candidato promete ? ou ameaça ? revelar um ?escândalo? sobre Sextafeira. ?Existem os processos que o candidato da prefeita [Kátia Born] responde, que se referem aos escândalos do Cefet [Centro Federal de Educação Tecnológica]. Mas vai aparecer outro escândalo, que estava no anonimato, que vocês vão acompanhar no Guia Eleitoral. Até Brasília tem conhecimento disso?, afirmou Almeida. Almeida não adiantou o conteúdo do ?escândalo?, mas falou de supostas irregularidades na administração municipal, envolvendo a prefeita e Alberto Sextafeira. ?Meu primeiro ato quando assumir a prefeitura será uma auditoria, que será feita de secretaria em secretaria?, disse. ?Quero saber o que ela [Kátia Born] fez com os repasses de 2000 a 2002, repasses de R$ 30 milhões, R$ 50 milhões que foram aprovados pela Câmara de Vereadores?, afirmou. ?Quero que ela [Kátia Born] dê explicações sobre os R$ 118 milhões aprovados para a Saúde em 2000; dos R$ 127 milhões aprovados recentemente; dos R$ 360 milhões que o SUS [Sistema Único de Saúde] repassou nos últimos quatro anos?, diz Almeida. Empresas O candidato do PDT falou ainda sobre supostas empresas de Kátia Born e Alberto Sextafeira, que ?funcionariam? na Secretaria de Saúde, gerenciadas por um irmão de Sextafeira. ?Existe uma empresa dentro da Secretaria de Saúde que é da atual prefeita e gerenciada pelo irmão de Sextafeira. Ninguém disputa com eles na licitação. Eles ganham todas. Isso é lícito ou ilícito?? O governador Ronaldo Lessa (PSB) também foi alvo de Almeida. Ele comentou a expressão ?maus usineiros? usada na campanha de Sexta para criticar o empresário e deputado João Lyra, ?padrinho? da candidatura de Almeida. ?O mesmo João Lyra que hoje é bombardeado pela prefeita, por seu candidato e pelo próprio governador, já ajudou todos eles em eleições passadas. Os usineiros investiram na campanha da prefeita R$ 200 mil?, afirmou Almeida. Por fim, o candidato acusou a prefeitura de pagar salário a funcionários que, segundo suas palavras, não trabalham. ?A preocupação deles [na prefeitura] é que se acabe com os cargos de pessoas que estão em São Paulo e hoje recebem o dinheiro depositado em conta?, disse o candidato, falando dos cargos comissionados na Prefeitura.

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