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Alian�a entre Regis e Almeida muda discursos

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MARCOS RODRIGUES Um certo constrangimento em torno de alianças para o segundo turno também atinge o grupo do candidato a prefeito de Maceió Cícero Almeida (PDT-PT). Tudo isso por causa de um gesto: o apoio de Regis Cavalcante ao candidato do PDT. A repercussão maior passou pela senadora Heloísa Helena, eleitora de Regis no primeiro turno e crítica permanente das ?elites? e dos usineiros. Segundo Heloísa, Regis era o único candidato que mereceria o voto do maceioense para prefeito. O resto era tudo ?farinha do mesmo saco?. Derrotado no primeiro turno, Regis amenizou as diferenças e entrou com vontade na campanha de Almeida, cujo principal aliado é o deputado e empresário João Lyra (PTB). Depois da decisão de Regis, Heloísa mostrou um discurso evasivo. Disse que ficou ?chocada? ao ver seu ex-candidato vestir a camisa da campanha de Almeida. Ao mesmo tempo, diz que reconhece que foi uma decisão partidária. ?Sei que a decisão de Regis segue uma orientação nacional de seu partido. Mas ainda assim me choquei quando o vi vestindo a camisa do candidato [Cícero Almeida]?, disse ela à GAZETA durante a semana. Atenta A senadora avisa que sabia da expectativa para a sua crítica em relação ao apoio ao ?candidato dos usineiros?. Porém, ela estava atenta para o fato de que o seu discurso seria utilizado pelo grupo de apoio ao candidato Alberto Sextafeira (PSB-PT). ?Não vou falar como tem se posicionado alguns narizes preconceituosos e hipócritas do poder. Até porque, não vejo diferenças e todo mundo sabe que as duas candidaturas têm o apoio dos parasitas usineiros?, declarou a senadora, na semana passada. Ela não avalia que sua imagem tenha ficado prejudicada pelo fato de o candidato que apoiou ter ido para o palanque de Cícero Almeida. ?O meu compromisso com o Regis é porque o considero um homem honesto?, disse Heloísa, destacando que suas posições políticas procuram ?sempre coerência?. Saída Para sair de vez dos questionamentos sobre os aspectos ideológicos do processo político em Alagoas, a senadora voltou a generalizar sua fala e criticou a expressão ?maus usineiros? adotada na campanha de Alberto Sextafeira. ?Eu não conheço nenhum que seja bom?, ironizou a senadora, mas sempre com discurso ameno para seu candidato ideal, o Regis, que se aliou ao grupo cuja maior liderança é o usineiro João Lyra. Partido Heloísa voltou a lembrar que o apoio dado a Regis não representava a posição política de seu partido, o P-Sol. No último dia para as convenções partidárias, o candidato Regis Cavalcante foi convidado pelo senador Renan Calheiros (PMDB) para ser o vice de Teotonio Vilela (PSDB). Mas 48 horas depois, ele foi abandonado. Téo foi substituído pelo peemedebista José Wanderley. O seu vice passou a ser o vereador Jorge VI. Assim que Regis partiu para a candidatura própria, a senadora declarou o seu apoio a ele. Os dois já mantinham boa relação desde as eleições de 2000, quando Heloísa, rompida com o PT, decidiu apoiar Regis também candidato a prefeito naquele pleito. Para subir no palanque do candidato do PDT, deputado Cícero Almeida, Regis Cavalcante não comunicou, antecipadamente, sua decisão. No dia em que anunciou o apoio a Almeida, ele disse que ?Heloísa poderia fazer qualquer julgamento?. Sem transferência Com toda a sua densidade eleitoral no Estado, a senadora não conseguiu transferir votos para o candidato do PPS. Regis obteve 31 mil votos. Agora, enquanto Regis pede votos para Almeida, dizendo que ele é a ?mudança?, Heloísa vai às ruas defender que os eleitores votem nulo no próximo dia 31. A única coisa que a senadora Heloísa Helena também evitou falar é que o seu candidato no primeiro turno queria ser vice do senador Téo Vilela (PSDB), que também tem origem na classe canavieira. Heloísa voltou a lembrar que o apoio dado a Régis não representava a posição política de seu partido o P-Sol. No último dia para as convenções partidárias o candidato Régis Cavalcante foi convidado pelo senador Renan Calheiros (PMDB) para ser o vice do tucano. Mas 48 horas depois ele foi abandonado. Téo foi substituído pelo peemedebista José Wanderlei. O seu vice passou a ser o vereador Jorge VI. Mas esse assunto, se quer, foi considerado pela senadora que assim que Régis ficou só, declarou o seu apoio. Os dois já mantinham boa relação desde as eleições de 2000, quando Heloísa rompida com o PT decidiu apoiar Régis. Para subir no palanque do candidato do PDT, deputado Cícero Almeida, Régis Cavalcante não comunicou, antecipadamente, sua decisão. No dia em que anunciou o apoio a Almeida ele disse que ?Heloísa poderia fazer qualquer julgamento?. Com toda a sua densidade eleitoral no Estado, a senadora não conseguiu transferir votos para o candidato do PPS. Régis obteve 31 mil votos. Agora enquanto Régis pede votos para Almeida, dizendo que ele é a ?mudança?, Heloísa vai as ruas defender que os eleitores votem nulo no próximo dia 31. (MR)

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