Política
Cr�ticas de Paul�o s�o usadas contra Sexta
MARCOS RODRIGUES A primeira semana do Guia Eleitoral do segundo turno na eleição para prefeito de Maceió foi marcada pelos ataques e críticas. Os petistas terminaram a semana como a ?bola da vez? e tiveram que ?engolir? as denúncias feitas antes de se aliarem ao PSB, desta vez, sendo exibidas no programa do adversário. O alvo da coligação do candidato Cícero Almeida (PDT-PTB) foi o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), o Paulão. A equipe de campanha de Almeida resgatou denúncia do petista, quando ainda pretendia ser o candidato a prefeito do partido para a capital. As denúncias de Paulão eram dirigidas à gestão administrativa do diretor do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Mário César Jucá. Ele foi eleito diretor da unidade sucedendo Alberto Sextafeira, quando este foi eleito vereador por Maceió. Segundo as denúncias contidas num dossiê elaborado pela atual secretária Municipal de Turismo, a professora aposentada Jarede Viana, a gestão do Cefet apresentava várias irregularidades. Entre os pontos levantados havia, inclusive, uma denúncia de que uma empresa de propriedade de um dos irmãos de Sextafeira teria se beneficiado de sua influência para atuar na unidade sem licitação. Mantidas Segundo o deputado do PT, ?todas as denúncias estão mantidas?. Paulão, agora, nega que o objetivo das revelações fosse ?eleitoreiro?. O petista evitou falar na relação das denúncias contra o candidato Alberto Sextafeira. ?Todos os nossos questionamentos encaminhados ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e ao Ministério da Educação visavam investigar a gestão do professor Mário César?, disse Paulão protegendo o candidato do PSB. Segundo ele, não existem indícios de que Sextafeira tenha se beneficiado ou facilitado irregularidades dentro do Cefet. ?Eu não posso ser irresponsável e dizer algo que não foi confirmado?, defende-se Paulão. Ele não soube explicar porque a Comissão Especial da Controladoria Geral da União ainda não concluiu os trabalhos. Paulão nega que os trabalhos estejam paralisados por conta da aliança entre o PT e o PSB. ?Não trabalho com hipóteses e sim com fatos. Quando sair o resultado da auditoria, eu me pronunciarei?, afirmou o petista. Incoerências O deputado do PT disse também que não vê incoerências ideológicas nas posições adotadas pelo partido antes de ser aliado do PSB. ?Existiria incoerência ideológica se fôssemos nos aliar ao PFL ou ao Cícero Almeida?, desvia o deputado. Ele acredita que suas críticas ao PSB e à gestão municipal não complicarão sua imagem como político. ?Por que comprometeria, se não me aliei à direta?? ? indaga o petista. Sua defesa na Justiça Eleitoral, para o que considerou ?abuso de sua imagem?, será feita pelo advogado Adriano Soares. No passado, até Soares também já foi criticado pelo deputado, na Assembléia Legislativa. Quando era oposição, ninguém escapava a seus questionamentos.