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Almeida acusa Sextafeira por compra ilegal de uma escola

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ODILON RIOS O candidato a prefeito de Maceió Cícero Almeida (PDT) voltou a fazer acusações contra a prefeita Kátia Born (PSB) e Alberto Sextafeira (PSB). Em um comício, realizado na terça-feira, no bairro do Poço, Almeida acusou Sexta de adquirir uma escola particular com verba pública, mas não disse o valor do suposto negócio nem o ponto da cidade em que ficaria a escola. ?Ele adquiriu a escola de uma pessoa, pai de família, que estava doente, e acabou vendendo o colégio para ele [Sextafeira]?, falou o candidato, em discurso exaltado. Ontem, na sede da produtora onde grava seu programa de TV e rádio, Almeida, em palavras rápidas nos corredores, disse à GAZETA que ?o caso está sendo investigado pela minha produção e será revelado, nos próximos dias, no Guia Eleitoral?. No mesmo comício, o candidato pedetista também acusou a prefeitura de alugar casas na periferia de Maceió para tentar ?esconder a pobreza?. ?As casas são alugadas e o valor é de R$ 100?, acusou o candidato. Além disso, Almeida falou que a prefeita de Maceió gasta, segundo ele, R$ 1 milhão com verbas de gabinete. ?E vocês sabem quanto ela [Kátia] garante de orçamento para a Secretaria de Turismo? R$ 35 mil. Só este ano, ela mudou o valor, e colocou para a secretaria R$ 800 mil, mas em outras cidades o turismo é mais valorizado?, afirmou o pedetista. Ainda no comício, o candidato afirmou: ?Eles estão executando 60 mil pessoas que não podem pagar o IPTU e ficam se comportando como pessoas do bem?. Almeida também lembrou dos R$ 12 milhões que não teriam sido investidos no riacho Salgadinho e novamente do ?golpe da secretaria de Saúde?, sobre o desvio de mais de R$ 3 milhões. ?O golpe vai para R$ 12 milhões?, esbravejava o candidato no comício. Novos apoios Além dos ataques, o Guia Eleitoral de Cícero Almeida ganha novo reforço com a gravação do apoio do presidente licenciado da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que também é presidente estadual do PDT de São Paulo. ?Além do apoio, vim conversar com o Cícero para ele mostrar as propostas que ele tem para administrar a cidade, saindo desse baixo nível que está a campanha?, disse. Paulo Pereira chegou ontem a Maceió, depois de declarar apoio ao candidato João Henrique Carneiro (PDT), em Salvador, que disputa o segundo turno com César Borges (PFL). Voltou ontem a São Paulo, onde apóia José Serra (PSDB), que enfrenta a atual prefeita da capital paulista, Marta Suplicy (PT). No sábado, Paulo Pereira viaja a Porto Alegre, onde faz campanha para José Fogaça (PPS), que enfrenta Raul Pont (PT). Sextafeira O candidato governista Alberto Sextafeira (PSB) participou ontem pela manhã de um debate no Centro de Ensino Superiores de Maceió (Cesmac). Cícero Almeida, apesar de convidado, não compareceu ao debate. Sextafeira disse ignorar a compra da suposta escola por ele. ?Desconheço a história desta escola. Nunca me envolvi com compra de escola, nunca me envolvi com educação privada. Quero que eles mostrem e digam de onde vem isto?, disse. ?Espero que isto não seja mais uma criação e eu não tenha necessidade de entrar na Justiça para garantir o direito da verdade?. Sextafeira negou também que faça ?terrorismo político? em torno da candidatura de Cícero Almeida. ?Terrorismo político é colocar pessoas para perseguir nossas lideranças no Village Campestre porque estavam propagando o nosso número de campanha. Quero ter a liberdade de aplaudir, de vaiar, não quero estar em uma cidade onde eu tenha de balançar a cabeça?, afirmou, criticando a ausência de Almeida no debate do Cesmac. ?Onde está a ameaça, onde está a agressão de Sextafeira quando ele convida o Cícero para o debate? Trato o Cícero de Cícero, mas ele chama Sextafeira de resto de feira?, finalizou o candidato, referindo-se ao Guia Eleitoral do adversário.

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