Política
Campanha de Sextafeira leva ao Guia Eleitoral caso S�lvio Vianna
CELIO GOMES O caso Sílvio Vianna voltou a público ontem à noite, desta vez como arma da propaganda eleitoral usado pela campanha do candidato a prefeito de Maceió Alberto Sextafeira. O alvo foi o empresário e deputado João Lyra (PTB) que, segundo o texto do programa de Sexta, seria o ?suposto mandante? do assassinato do coordenador de arrecadação tributária do governo do Estado, Sílvio Vianna. O crime ocorreu em outubro de 1996. Durante dois minutos e 27 segundos, o programa de Sextafeira apresentou um depoimento gravado exclusivamente para uso na campanha, de José Antônio dos Santos, conhecido como ?Sombra?, um ex-colaborador do ex-coronel Manoel Cavalcante. Em fevereiro desse ano, Cavalcante foi condenado como mandante da morte de Vianna. ?Sombra? já foi ouvido mais de uma vez pela polícia e pela Justiça. Segundo ele, o deputado João Lyra foi quem mandou assassinar o tributarista do Estado, porque ele estaria cobrando impostos devidos pelos usineiros. No programa de Sextafeira, ontem à noite, ?Sombra? repetiu a história. Na gravação para o Guia Eleitoral, José Antônio disse ainda que, antes das eleições, o hoje candidato Cícero Almeida (PDT) queria uma entrevista com ele sobre o caso Vianna. O interesse de Almeida seria, segundo ?Sombra?, usar sua entrevista para tentar impedir a candidatura de João Lyra a prefeito. Depois de fechar sua aliança com Lyra, Almeida teria ligado para ele e desistido da entrevista, por não ter mais razão para atacar Lyra. ?Ele disse que não tinha mais interesse no assunto, que Sílvio Vianna morreu porque mereceu e que João Lyra devia ter lá seus motivos para mandar matá-lo?, disse ?Sombra?, no programa de Sexta, afirmando que nas contas do celular de Almeida deve haver o registro de ligações feitas para ele. A testemunha, contudo, não tem nenhuma prova que confirme o envolvimento do deputado no caso, além de declarações que teriam sido dadas por pistoleiros a serviço de Cavalcante?. O Ministério Público investigou a suposta participação do deputado João Lyra no crime e até agora afirma que não há provas contra o parlamentar.