Política
Justi�a pro�be imagens; governo responde na TV
Na tarde de ontem, a Justiça Eleitoral proibiu, preventivamente, a exibição das cenas da reunião de Lessxa e Kátia com os servidores comissionados. A decisão, proferida pelo juiz da 54ª Zona Eleitoral, Celyrio Adamastor, atendeu a um pedido do advogado Adriano Soares da Costa, que defende a coligação do candidato Alberto Sextafeira. Na mesma ação, foram pedidos nove minutos no programa de Cícero Almeida para que o governador Ronaldo Lessa, a prefeita Kátia Born e o candidato Alberto Sextafeira exerçam direito de resposta às acusações feitas no programa do PDT. Segundo Adriano Soares, não houve crime eleitoral na reunião realizada no CRB. ?A reunião aconteceu fora do horário de expediente de trabalho, em lugar privado e com servidores comissionados que foram livremente até lá?, argumentou. ?A lei não proíbe que os servidores se engajem na campanha e exerçam sua cidadania?, argumentou. Ainda segundo Adriano Soares, houve ?trucagem, montagem e descontextualização? das falas das autoridades, o que é proibido pela legislação eleitoral. ?Eles utilizaram truques para atacar a honra e a imagem do governador, da prefeita e do candidato Sextafeira?, argumentou o advogado. A decisão do mérito da ação ? a respeito do pedido de resposta ? deverá sair até amanhã. Até lá, as cenas não poderão voltar a ser exibidas. Nota oficial Enquanto a Justiça Eleitoral não decide sobre o pedido de direito de resposta, o governo do Estado veiculou, na noite de ontem, uma ?nota de protesto? na televisão, fazendo a defesa pelos ?ataques? sofridos pelo governo do Estado e pelo governador Ronaldo Lessa no programa de Cícero Almeida. Segundo a nota, ?com manipulação de imagens clandestinas, o programa armou uma farsa e tentou vender aos alagoanos a imagem falsa de servidores estaduais reunidos sob pressão e humilhados?. O texto diz ainda que o encontro aconteceu na noite do Dia do Professor, no ginásio do CRB, e não foi convocado pelo governo de Alagoas. ?A reunião foi pública, ampla, livre e sob a proteção da Constituição Federal, que garante o direito de todos se reunirem de forma pacífica?, diz a nota do governo. Ainda segundo a nota, ?o tempo de humilhação dos servidores acabou, é coisa do passado. Alagoas hoje é respeitada no Brasil, porque seu governo implantou uma relação democrática e transformadora?. O governo afirma ainda ?pagar a folha em dia, realizar concursos públicos honestos, ter criado 150 mil novas vagas na escola estadual, realizado eleições diretas para diretores das unidades de ensino e ter diminuído o analfabetismo?. A nota diz ainda que ?Alagoas vive um novo tempo, porque possui um governo que defende o Estado, respeita seu povo e mostra que o serviço público tem jeito?. E finaliza pedindo que ?respeitem o governo de Alagoas, o governador e seus funcionários, que estão construindo uma nova história em nossa terra?. Proibição A coligação do candidato Cícero Almeida ajuizou ontem uma ação pedindo a suspensão de toda a propaganda do governo. O argumento é o de que o governo estaria utilizando o espaço institucional para enfrentar as denúncias feitas no programa eleitoral, quebrando a simetria entre os candidatos. (LB)