Política
Preso de Minador � transferido para Macei�
GILVAN FERREIRA O segurança do deputado estadual Cícero Ferro (PMDB), Eronildo Alves Barros, acusado de envolvimento no assassinato do agricultor Ednilson Teixeira Alves, 30, foi transferido ontem da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios para o presídio Cirydão Durval, em Maceió. A transferência de Eronildo Barros, que foi preso na última quinta-feira em uma operação da Polícia Civil em Minador do Negrão, foi determinada pela juíza de Cacimbinhas, Iva Bernadete. Ela acolheu pedido do delegado regional de Palmeira Rosivaldo Vilar, que informou da possibilidade de uma tentativa de resgate de Eronildo Barros. As ameaças de invasão à delegacia chegaram por telefone na sexta-feira, quando houve reforço na segurança do prédio. A transferência do suspeito, que foi preso por porte ilegal de armas, para o presídio Cirydião Durval, foi acompanhada por um forte esquema de segurança, que mobilizou mais de 20 policiais civis e militares. Segundo o delegado Vilar, não houve nenhum incidente durante o trajeto entre Palmeira dos Índios e Maceió. Investigações O delegado de Minador do Negrão, Marcos Lins Machado, disse que ainda vai ouvir o depoimento de Eronildo Barros sobre a morte do agricultor Ednilson Alves, executado com 18 tiros de pistola 380, no último dia 15 de outubro, no sítio Travessão, em Minador. Ednilson Alves teria sido assassinado por sua participação na campanha eleitoral de Minador do Negrão. O agricultor era ligado ao fazendeiro José Nilton Cardoso, acusado de comandar o atentado contra o deputado Cícero Ferro em 31 de janeiro deste ano. Ele participou da campanha do prefeito eleito de Minador, Emílio Barros (PSB), que venceu a esposa do deputado, Eladja Ferro (PMDB). O delegado de Minador, Marcos Lins Machado, disse ontem que ainda vai ouvir várias testemunhas do crime e pessoas ligadas a Ednilson Alves, entre elas a mãe e a viúva do agricultor, que deixaram o município com medo de serem assassinadas. O delegado explicou que ainda vai agendar o depoimento de Eronildo e dos outros dois suspeitos, Elenilton Alves Barros e Hugo Correia Barros.