Política
Lessa acusa Justi�a Eleitoral de parcialidade
ODILON RIOS O governador Ronaldo Lessa (PSB) reclamou da decisão da Justiça Eleitoral de suspender a veiculação da propaganda institucional do governo e acusou juízes de beneficiarem o candidato do PDT a prefeito de Maceió, Cícero Almeida, durante a campanha, em detrimento de seu candidato, Alberto Sextafeira (PSB). ?A Justiça foi parcial. Houve má vontade de alguns magistrados, mas,em outros casos, foi uma interpretação equivocada?, disse Lessa. ?Essa [decisão de suspender a propaganda do governo] foi mais uma decisão injusta. Aliás, o Tribunal Regional Eleitoral tem feito um festival dedecisões assim?, atacou o governador. ?Esses caras [juízes] fazem o que querem e não há ninguémque possa impedir isso. Na Corregedoria, se constrói uma redoma ao redor do juiz e a gente não vê punição?, afirmou Lessa. O governador defendeu a reforma do Poder Judiciário e umafiscalização mais rigorosa em relação aos magistrados. ?Aplaudimos o que foi feito no primeiro turno, mas não faço o mesmo neste segundo turno. Acho que fomos prejudicados demais?, avaliou o governador, depois de gravar para o horário eleitoral de Sextafeira, na produtora do candidato, no bairro do Farol. Essa não foi a primeira vez que Lessa criticou os juízes eleitorais. Dias antes da eleição do primeiro turno, o governador disse que alguns juízes ?eram despreparados? e beneficiavam candidaturas no interior, às quais estariam ligados. A declaração gerou reação da Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis), que pediu a Lessa provas da denúncia. Sobre uma declaração sua feita em um comício, no Eustáquio Gomes, na segunda-feira, quando falou que prefeitos do PSB que ?roubaram? estão sendo ?expulsos? do partido, Lessa desviou: ?Não posso dar os nomes, mas um prefeito está prestes a ser expulso, e outro está sendo analisado?. A juíza da 3ª Zona, Nelma Padilha, que tomou a decisão de suspender a propaganda oficial onde apareça o nome ou a imagem do governador, reagiu com irritação às críticas de Lessa: ?O negócio dele é reclamar da Justiça. Ele deve entrar com uma medida legal, ele tem esse direito?, disse. ?Ele não tem que reclamar da decisão. Tem é que cumprir o que manda a lei?, afirmou. A decisão da magistrada, em relação à propaganda do governo, atendeu a uma ação ajuizada pela coligação do candidato Cícero Almeida, que alegou haver favorecimento ao candidato do governo, Sextafeira. A GAZETA tentou contato com o juiz coordenador da propaganda eleitoral, Alcides Gusmão da Silva, na tarde de ontem, mas ele não foi encontrado.