Política
Rejei��o de Sextafeira � maior que de Almeida
Ponto muitas vezes decisivo no desempenho de candidatos numa disputa, o índice de rejeição aponta, segundo a pesquisa, aqueles concorrentes nos quais os eleitores dizem que ?não votariam de jeito nenhum?. Aí, a situação de Sextafeira também é mais difícil do que a de Almeida. Na primeira pesquisa do Gape, os dois candidatos apareciam com números aproximados, com uma diferença de apenas três pontos entre eles. No dia oito deste mês, cinco dias depois da eleição do primeiro turno, Sexta era rejeitado por 33,83% dos eleitores, enquanto Almeida tinha a rejeição de 30,5%. Sete dias depois, o candidato do PSB ganhou quase oito pontos, que preferia dispensar. Seu índice de rejeição pulou para 41,07%; o de Almeida praticamente não mudou e ele apareceu com 34,06% de rejeição. No terceiro levantamento, há uma semana, Sexta manteve-se no mesmo patamar com 41,05% de eleitores que diziam não votar nele de maneira alguma. Já o candidato do PDT ficou com 33,83% das preferências negativas do eleitorado. Neste quarto e último levantamento do Gape, Sexta subiu quase dois pontos e agora é rejeitado por 42,92% contra 33,18% de Almeida, que, no seu caso, variou menos de um ponto percentual. Ainda segundo o Gape, 17,53% dos entrevistados disseram que podem votar em qualquer um dos dois candidatos. Esse percentual já foi de 25,17%, quando do primeiro levantamento do Gape no segundo turno. O índice de rejeição preocupa qualquer candidatura porque, segundo os institutos de pesquisa, essa é uma intenção mais difícil de ser modificada; ou seja, quando o eleitor diz que não vota de jeito nenhum em determinado candidato, raramente ele muda de opinião. Portanto, o voto da rejeição é praticamente perdido. Voto útil Nos programas desta semana exibidos até ontem no guia eleitoral da TV, a candidatura de Sextafeira passou a pregar o chamado ?voto útil?, sem no entanto utilizar esse termo. Ao dizerem ? repetidas vezes ? para o eleitor que ?não anule seu voto?, Sextafeira (e também o governador Ronaldo Lessa) deixam margem para a seguinte interpretação: a coligação admite que não tem a imagem ideal diante do eleitorado e, por isso, tenta passar a idéia de que ele pode escolher, senão o melhor, pelo menos a opção mais confiável. Em um dos momentos em que pregou o voto útil, Lessa chegou a dizer na propaganda eleitoral de Sexta que a democracia corria perigo com a candidatura de Almeida, depois das denúncias feitas de lado a lado. O candidato do PDT, por sua vez, manteve durante toda a campanha, a linha de ataque sobre a ?herança? de duas administrações da prefeita Kátia Bor, que se despede do poder daqui a dois meses. (CG)