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Troca de acusa��es pessoais marca �ltimo debate na TV

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LUIZA BARREIROS A ausência de propostas e o baixo nível das discussões e a troca de acusações mútuas que marcaram a campanha eleitoral predominaram ontem, no último debate entre os candidatos a prefeito de Maceió, promovido pela TV GAZETA. Do primeiro ao último bloco, Cícero Almeida (PDT/PTB) e Alberto Sextafeira (PSB/PT) utilizaram perguntas e respostas para fazer ofensas pessoais e trazer à tona denúncias de má gestão de recursos públicos. Almeida acusou Sextafeira de apresentar uma ?cidade fictícia? e Sextafeira o acusou de apresentar ?propostas mirabolantes para enganar os eleitores?. Os dois se chamaram por várias vezes de ?mentiroso? e utilizaram o espaço para criticar os padrinhos das duas candidaturas, principalmente a prefeita Kátia Born (PSB) e o deputado federal e empresário João Lyra (PTB). Sextafeira acusou Cícero Almeida de não pagar pensão a uma filha que ele teria em Palmeira dos Índios ? e que estaria ?passando fome e fora da escola?. A denúncia foi negada pelo candidato do PDT num direito de resposta concedido no bloco seguinte pela produção do debate. Cícero Almeida acusou, por várias vezes, o atual governo ? do qual Sextafeira faz parte como vice-prefeito ? de ?causar danos à sociedade e de nada fazer há 12 anos?. Já o candidato Sextafeira chamou Cícero Almeida de ?despreparado? e afirmou que ele teria ?vendido? sua candidatura ao deputado João Lyra, num acordo em que ele entregaria a prefeitura à candidata à vice Lourdinha Lyra no segundo ano e sairia candidato a deputado federal. Sextafeita voltou a acusar Cícero Almeida de ser admirador do líder da gangue fardada, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante. Almeida defendeu-se dizendo que as declarações usadas no guia eleitoral haviam sido dadas há quatro anos, quando o ex-militar ainda não havia sido condenado. Nesse momento, Almeida chegou a atacar o irmão do governador Ronaldo Lessa, delegado Ricardo Lessa (segundo a polícia morto a mando de Cavalcante). ?Tratei o Cavalcante da mesma forma que tratei o Ricardo Lessa, que mesmo cometendo as maiores arbitrariedades, nunca chamei de bandido?, disse. Almeida também questionou de Sextafeira o destino de R$ 600 mil que teriam sido supostamente desviados do CEFET. Também questionou a origem de bens como apartamentos e casa de praia. ?Meus imóveis estão declarados ao Imposto de Renda, diferente do seu, que foi proibido pela Justiça de ser mostrado no Guia Eleitoral. Será que foi mais uma presente do João Lyra??, questionou Sextafeira. Temas No primeiro e no terceiro bloco do debate, os candidatos fizeram perguntas dentro de um tema determinado, sorteado pela mediadora. No segundo e no quarto bloco, os candidatos fizeram perguntas com temas livres. O primeiro tema sorteado foi emprego e renda. Cícero Almeida perguntou a Sextafeira o que foi feito pelo atual governo e, na resposta, o vice-prefeito enfatizou os concursos públicos realizados e o programa de microcrédito por meio do Banco Cidadão. Sextafeira utilizou uma velha tática de debate ? o teste dos conhecimentos do opositor ? para fazer a pergunta do segundo tema: transporte. Ele questionou se Almeida saberia quais itens faziam parte da planilha tarifária e que poderiam influenciar na redução do preço da passagem. Almeida falou sobre suas propostas para transporte urbano, mas não indicou os ítens, como óleo, peças e pneus e, por isso, foi chamado de despreparado por Sextafeira. Ainda foram sorteados os temas ?água e saneamento? e ?planejamento urbano?. Nas considerações finais, os candidatos ainda aproveitaram para pedir, pela última vez na TV, o voto de confiança dos eleitores.

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