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Jo�o Lyra pede tropas federais; TRE rejeita

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MARCOS RODRIGUES ODILON RIOS A coligação ?União Pela Mudança?, encabeçada pelo candidato Cícero Almeida (PDT-PTB), denunciou ontem, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), uma suposta abordagem da PM ao assessor da diretoria do grupo João Lyra, Washington Miranda. Ele teria sido abordado, na quinta-feira final da noite, próximo à sede do escritório da usina Guaxuma, em Jacarecica, pertencente ao deputado federal e empresário João Lyra (PTB). O setor jurídico da coligação sustentou que ?existem coincidências? entre a suposta abordagem e a campanha eleitoral em Maceió. ?Nosso argumento é que o governador é o mandatário maior do Estado e chefe da Polícia Militar. Assim, a PM está sob o comando do governador, que apóia um dos candidatos a prefeitura na capital?, disse o advogado da coligação, Marcelo Brabo Magalhães, referindo-se a Alberto Sextafeira (PSB-PT). A suposta abordagem movimentou os corredores e a sala do presidente do TRE/AL, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira, durante todo o dia de ontem. No final da manhã, João Lyra e seus advogados procuraram o tribunal para falar do caso e exigiam a presença de tropas federais no dia da eleição. Cinco deputados federais (Benedito de Lira, José Thomaz Nonô, Rogério Teófilo, Helenildo Ribeiro e João Lyra) procuraram o tribunal para apresentar suas alegações, mas o pedido acabou sendo negado, por unanimidade. Os juízes do TRE-AL se reuniram com os quatro magistrados que comandarão as eleições na cidade. Depois de uma longa reunião, na sala do presidente, o despacho foi lido pelo relator do processo, Francisco Malaquias, durante a sessão: os quatro juízes não viam necessidade de tropas federais, por entenderem que a campanha na capital está tranqüila e eventuais incidentes poderão ser controlados pelas polícias Civil e Militar. Cúpula Antes da negativa do tribunal, sobre o envio das tropas federais para acompanhar as eleições, a repercussão do caso da suposta abordagem chegou à cúpula da segurança pública (Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Defesa Social e a Polícia Federal), que também esteve reunida no TRE-AL. Mas ninguém informava se o encontro já estava agendado, nem se havia sido motivado pelo incidente em Jacarecica. ?Essa reunião foi para tratar de estratégias da eleição?, disse o diretor da Polícia Civil, Roberto Lisboa: ?Foi tudo um equívoco?, resumiu, falando sobre a suposta abordagem; ?Seria antiético conversar sobre o que discutimos na sala do presidente?, desviou o superintendente da PF em Alagoas, Rogério Cota. O presidente do TRE acabou confirmando que a reunião ?era um esclarecimento sobre o que havia acontecido? no grupo João Lyra, sem entrar em detalhes. O dia seguinte No escritório da usina Guaxuma, João Lyra evitou contar detalhes. ?Não quero imputar isso a ninguém, mas vivemos um período eleitoral?, disse o deputado-usineiro, insinuando que o episódio teria ligação com a disputa pela prefeitura de Maceió. ?Estive na Polícia Federal e no TRE, mas os dois órgãos me pediram que eu não especulasse sobre o caso, para não tumultuar as investigações?, disse. O assessor da diretoria do Grupo João Lyra, Washington Miranda, deu sua versão sobre a suposta ação de PMs. ?Eles me pediram o endereço da casa do doutor João Lyra. Eu não dei?, falou Miranda, repetindo que mais de 20 homens fardados e com coletes à prova de balas abordaram o carro dele, no Sítio Mirim, vizinho ao escritório da Usina Guaxuma. Segundo o assessor, os homens não conseguiram o endereço do usineiro e foram em direção ao litoral Norte. ?Fui rapidamente à casa do doutor João para falar da invasão?, descreveu.

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