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Auditoria apontar� caminho das verbas

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Depois da vitória, o prefeito eleito Cícero Almeida quer saber qual o caminho das verbas públicas na administração municipal. Os números trabalhados durante a campanha informavam que a dívida da capital chegava a R$ 372 milhões até 2003. Em relação ao orçamento, a preocupação é com os compromissos com fornecedores e o salário dos servidores. O prefeito eleito e sua equipe dizem temer que, ainda no primeiro ano de gestão, tenham problemas financeiros. Sobre a aplicação dos recursos, a questão a ser desvendada é confirmar a aplicação do dinheiro e o resultado dos investimentos. Um dos exemplos citados é quanto ao projeto de despoluição do Riacho Salgadinho. ?Como foi uma obra bastante explorada por eles [prefeitura], precisamos ter acesso às movimentações que foram feitas. Até porque pretendemos atuar nessa questão do riacho, mas com os pés no chão?, declarou o prefeito. A curiosidade de conhecer detalhes dos investimentos municipais deve-se a que o PSB administra a capital há 12 anos. Amparado por assessores, o prefeito eleito diz que ?muita coisa tem de ser desvendada?. Almeida diz que sua administração só será viável se tiver recursos para investimentos em obras. Entre as que foram prometidas estão a construção do Pólo Turístico Integrado e o Centro Integrado de Educação para a Cidadania. Visibilidade Ontem, ao comentar as características de seu governo, ele disse que a gestão servirá para dar visibilidade ao seu grupo político. ?Sei da intenção das pessoas de nosso grupo em relação ao próximo pleito. Por isso, tenho a missão de fazer uma ótima gestão?, confirmou Almeida. Como o ?espelho? da eleição projeta todos os interesses para a sucessão do governador Ronaldo Lessa, em 2006, Almeida reconheceu que o deputado João Lyra (PTB) pode também ser um dos nomes para a disputa. ?Mas meu compromisso é com a íntegra do mandato que o povo me concedeu?, voltou a afirmar. O aviso do prefeito eleito é uma resposta a acusações feitas por adversários durante a campanha de que ele teria ?negociado? o seu mandato com sua vice Lourdinha Lyra. ?Nesse aspecto vão ter uma surpresa, porque trabalharemos em parceria?, rebateu. Oposição A oposição que poderá enfrentar na Câmara Municipal, ou ainda de setores do governo do Estado, não preocupa Cícero Almeida, diz ele. Ele considerou que o processo municipal não ?arranhou? a relação com o governador Ronaldo Lessa. ?É claro que ele queria que seu candidato ganhasse a eleição. Sei entender isso. Como também não estadualizei a eleição, acho que não teremos problemas?, afirmou Almeida. Ele relembrou uma entrevista em que Lessa admitiu que não teria interesse em inviabilizar seu governo e ?trabalharia por Maceió?. Mesmo evitando falar em confronto com o governo do Estado, Almeida reconheceu que sua vitória fortalece o ?sentimento de oposição? ao governo por causa das articulações para a sucessão de Lessa. Mas, quando indagado se a primeira demonstração virá da Assembléia Legislativa, Almeida desconversa e fala do seu comportamento como integrante da base do governo. Apresentando-se como um parlamentar ?fiel?, ele faz questão de afirmar que nunca votou contra o governo. Empenhado em não demonstrar dificuldade com o governador, o prefeito eleito não quis comentar o pedido de impeachment contra Lessa feito por seu partido, o PDT, na Assembléia. Além desse processo, que foi registrado na semana passada, a ALE tem um pedido de CPI para investigar consultorias contratadas pela Secretaria Executiva de Desenvolvimento e pelo Lifal. No confronto de apoios na ALE, Almeida conta hoje com 17 deputados e Lessa tem 10 ao seu lado. (MR)

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