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Futuro governo de Almeida j� divide PSB

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MARCOS RODRIGUES O PSB está dividido. A ressaca da derrota tem feito os aliados da prefeita Kátia Born e de seu ex-candidato a prefeito, Alberto Sextafeira, se mobilizarem pela conquista de um posicionamento único da legenda em relação ao prefeito eleito Cícero Almeida (PDT). O diretório municipal, durante entrevista coletiva de Sextafeira há dois dias, apontou que o caminho do partido seria a ?oposição propositiva e do bem? ? mas até o momento ninguém tem a posição oficial do governador Ronaldo Lessa. Por isso, coube ao presidente do diretório municipal, vereador Marcos Vieira, e ao presidente do diretório estadual, deputado federal Jurandir Bóia, convocarem Lessa para assumir a posição anunciada na coletiva. O próprio governador não compareceu à entrevista, na sede do partido, nem enviou qualquer assessor para representá-lo. A prefeita Kátia Born também não compareceu. Divergente A posição do governador pode divergir da adotada pelo partido. No domingo, ao ser questionado se já teria um ?plano B? para a eventual derrota de seu candidato, Lessa evitou um discurso de confronto diante de um governo municipal que não seja do PSB, e foi conciliador. ?O resultado das urnas terá que ser respeitado. Como governador, manterei uma relação administrativa com a prefeitura, pelo bem de Maceió?, afirmou. A partir dessa posição e da negativa de Lessa sobre o abrigo a candidatos derrotados em seu governo, têm aumentado as especulações sobre as divergências no PSB. Ontem, ao ser procurado pela GAZETA para adiantar sua posição, Lessa optou por não falar. Segundo sua assessoria, ele não realizou nenhuma reunião para discutir o assunto. ?Esse tema será tratado de maneira natural. Não será motivo de entrevista coletiva para o anúncio da posição do governo. Para nós, está tudo tranqüilo?, informou o secretário de Comunicação, Joaldo Cavalcante. Ele disse ainda que Lessa retoma sua agenda de trabalho normalmente a partir de hoje. Liderança Ronaldo Lessa é a maior liderança do partido. Nessa tarefa, coube a ele, por exemplo, criar as condições para que o PSB definisse sua aliança com o PT. Sua intervenção no processo só ocorreu na fase final, depois de a prefeita Kátia Born ter falhado na construção da aliança. A própria escolha do nome de Sextafeira como candidato não foi uma indicação do governador. Para Ronaldo Lessa, o candidato seria o vereador Marcos Vieira. Havia outras opções: os deputados federais Maurício Quintella e Givaldo Carimbão. Mas não houve acordo. Ao ver que perderia a ?batalha? contra o grupo de Kátia, Lessa chegou a sugerir que ela se afastasse do governo por um ano para que Sexta pudesse ?decolar?, mas também não foi atendido. Quando a prefeita decidiu sair do cargo, por quatro meses, Sextafeira enfrentou a tragédia das chuvas que vitimaram 28 pessoas na periferia da capital. Por causa de todos esses desencontros é que existe um esforço para que o PSB evite a dispersão. Porém, de domingo até ontem, Kátia e Sexta não conseguiram falar com Lessa.

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