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Renan busca di�logo com o futuro prefeito

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ODILON RIOS Uma reunião dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela Filho (PSDB) com o prefeito eleito de Maceió Cícero Almeida (PDT) está programada para esta sexta-feira, na casa do peemedebista, sem horário definido. Segundo apurou a GAZETA, a pauta será a participação dos senadores em um governo de coalizão na capital. Mas ainda não estaria, pelo menos em um primeiro momento, sendo discutida a distribuição de secretarias com indicações dos dois senadores. Os protagonistas do encontro evitaram confirmar a reunião entre tucanos, pemedebistas e pedetistas. Renan disse que haverá reunião, mas não sabe quando; Téo disse nem saber do encontro. Na assessoria de Almeida, ?não se tem informações? sobre a reunião. Renan chega quinta-feira à noite na capital. Téo viaja hoje à Brasília. Segundo um dos assessores de Renan, jornalista Bernardino Souto Maior, ?a preocupação do senador é com a eleição no Senado?, referindo-se à campanha que ele está fazendo em Brasília contra a reeleição do senador maranhense José Sarney (PMDB) para a presidência do Senado, em fevereiro. Em contato por telefone com a GAZETA, Renan adiantou que está ?à disposição da cidade? e vai ?continuar a trabalhar para trazer recursos federais ao Estado?. Evitou falar da nova geografia das eleições em Maceió. Já o senador Téo Vilela, que conversou com a GAZETA por telefone na tarde de ontem, disse que enviou um telegrama a Cícero Almeida parabenizando-o pela eleição, mas negou saber da suposta reunião com o prefeito eleito. ?Reunião? Que reunião? Não estou sabendo de nada?. Perguntado se haveria alguma reunião entre Almeida e os dois senadores, Téo foi evasivo. ?A marca do meu mandato é que nós conversamos com todos os prefeitos, independente da coligação, para discutir o orçamento e as verbas federais?. E alfinetou o governo Lula: ?É muito difícil tirar recursos deste governo?. ?Cansou? Pela primeira vez, Téo Vilela falou após o segundo turno na capital e o desempenho do PSB no município. ?A população cansou do PSB. Doze anos é muito tempo. Existe a necessidade de mudança?, disse, negando que o atual quadro político na capital signifique o fim da aliança entre PSB, PSDB e PMDB no Estado. ?O fato de querer ajudar este governo não quer dizer que houve um racha no Estado?, ressaltou. Quando o assunto é a sucessão ao governo estadual em 2006, Téo não fala da garantia dos partidos em manter a aliança entre os senadores e o PSB. ?Há uma ligação muito forte entre o PMDB e o PSDB. No caso do PSB, vai depender do governador Ronaldo Lessa?. Na segunda-feira, Sextafeira disse que o PSB vai fazer ?oposição responsável? à prefeitura com Cícero Almeida, mas a primeira questão levantada, também na segunda-feira, pelo presidente do diretório estadual do PT, deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, foi: se o PT continuar com o PSB, o PSDB não participa. ?Eu também não quero me aliar ao PT?, rebateu ontem Téo. ?Veja, não estou colocando isso como condição. Para mim não significa nada, porque aqui o PT praticamente não existe. Quantos prefeitos e vereadores eles conseguiram eleger??, perguntou o senador, em tom irônico. A aliança entre PMDB, PSDB e PSB existe desde 2002 e ajudou a reeleger no Senado Renan e Téo e, no governo estadual, Ronaldo Lessa. Mas no município, este ano, quando o apoio dos senadores estaria praticamente garantido, eles repetiram a estratégia de 2000, quando apoiaram para candidato a prefeito Regis Cavalcante (PPS), que concorreu, no segundo turno, com a prefeita Kátia Born (PSB), que ganhou a eleição. Neste ano, Regis chegou a ser lançado como vice de Téo Vilela, que desistiu da disputa, bagunçou o xadrez eleitoral na capital e acabou lançando o nome do cardiologista Wanderley Neto, que perdeu a eleição. No segundo turno, os senadores declararam neutralidade e liberaram as bases, enfraquecendo o projeto do PSB na capital (que cogitava o possível apoio de Renan e Téo).

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