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Lessa assume que � candidato ao senado

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Em entrevista no Palácio, Ronaldo Lessa assumiu, pela primeira vez, que é candidato a senador em 2006. ?Só não serei candidato se o partido não quiser?, disse Lessa. Ele evitou falar que será oposição em relação ao prefeito eleito Cícero Almeida. ?Respeito a decisão do meu partido, mas defendo a independência?, disse o governador. A direção do PSB, em reunião na segunda-feira, cobrou de Lessa que também assumisse o discurso de oposição. Ao contrário da cúpula do PSB, que na segunda-feira evitava pronunciar a palavra derrota, Lessa assumiu o adjetivo, defendendo que, mesmo depois de perder os dois principais colégios eleitorais do Estado, Maceió e Arapiraca, o partido saiu ?fortalecido? das eleições. Lessa lembrou que o partido fez 22 prefeitos e apoiou mais de 60. ?Construímos um bloco forte no Estado?, destacou, ao mesmo tempo em que defendeu a prefeita Kátia Born. ?Essa é a hora de PT e PSB chorarem juntos, mas seria simplista demais dizer que perdemos a eleição na capital por causa do alto índice de rejeição de Kátia. Não foi só isso. Seria fácil pensar assim?, ponderou. Porém, um dia depois da derrota do partido, o presidente do diretório regional do PT, deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, apontou que a rejeição a Kátia influiu no resultado do pleito. A possível saída de Lessa do PSB, que seria discutida logo após as eleições, foi tratada como uma condição. ?Se o PSB não mudar, eu saio?, disse, referindo-se ao presidente nacional do partido, Miguel Arraes. Há dez anos não há mudança na presidência do PSB. ?Ele [Arraes] já está com 90 anos?. Evitando falar sobre o quadro político de 2006, Lessa alfinetou os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela (PSDB), dando sinais de que a aliança com os dois começa a trincar nas bases. ?Ficou claro que eles optaram pelo Cícero?, disse Lessa. Ainda avaliando o apoio sinalizado pelos senadores a Almeida, em uma reunião prevista para sexta-feira, como foi adiantado ontem pela GAZETA, o governador sorriu e desconversou. ?Não sou ciumento?. Nos bastidores do palácio, dois nomes são apontados para a disputa ao governo em 2006: o vice de Lessa, Luis Abílio, e o presidente da Assembléia, deputado Celso Luiz (PSB). O destino político de Kátia é uma incógnita, mas é mais provável que ela dispute uma cadeira na Câmara Federal. (MR/OR)

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