Política
Governador atribui derrota � falta de compet�ncia do PSB
MARCOS RODRIGUES ODILON RIOS O fim das eleições trouxe uma certeza ao governador Ronaldo Lessa (PSB). Ontem, ele admitiu que o partido ?não teve competência para dizer o que fez em 12 anos de gestão?. O desabafo de Lessa foi feito em uma entrevista coletiva no Palácio Floriano Peixoto, três dias após a derrota do partido na capital. A crítica foi dirigida aos marqueteiros da campanha. ?Não capitalizamos o que fizemos, como o aumento dos postos de saúde, as crianças que colocamos nas escolas. E que não existe, na história de Alagoas, quem fez tanto pela educação quanto nós?, disse o governador. Mas, o assunto do dia no Palácio eram mesmo os cargos, as secretarias que já estariam sendo preparadas para abrigar o primeiro escalão do governo municipal. ?Kátia e Sexta ficam até o final do ano. Vamos discutir alguma coisa quando acabar o mandato?, explicou Lessa, sem querer adiantar se a prefeita e seu vice farão parte do governo. ?Até o final do ano, temos que reunir o partido e discutir muita coisa. Agora, essa agenda não existe?, afirmou. Sobre sua ausência na entrevista coletiva do PSB na segunda-feira, disse apenas: ?Não fui comunicado?. Falando sobre a possível ?apatia? do presidente da Câmara de Vereadores, Alan Balbino (PSB), que teria sido acusado internamente de ter abandonado a candidatura de Sexta, Lessa disse que, entre o primeiro e o segundo turno, tinha recebido uma visita de Balbino, no Palácio, dizendo que isso não era verdade. ?O PSB tem de examinar seus quadros, punir quem precisa ser punido, cumprir seu papel?, observou. Reunião Segundo o governador, em 15 dias o partido vai se reunir para discutir o que houve nas eleições, mas, de acordo com Lessa, sem discutir o governo estadual, em 2006. Isso não impediu a secretária de Articulação, Fátima Borges, de aproveitar a coletiva para lançar seu nome para deputada estadual. Lessa, apesar da resistência em adiantar pontos da reunião, parecia indicar detalhes que serão discutidos com o PSB. Um deles é a escolha do candidato do partido ao governo em 2006. No começo deste ano, a escolha do candidato a prefeito foi polêmica e abriu um racha. Entre os quatro pré-candidatos colocados para a disputa, dois tinham preferências diferenciadas: Marcos Vieira (defendido por Lessa) e Alberto Sextafeira (escolhido por Kátia Born). ?É evidente que aquela divergência prejudicou. Quando optei pelo nome de Marcos Vieira, sabíamos que o melhor avaliado nas pesquisas, naquele instante era o Maurício [Quintella, secretário Executivo de Educação]?, resumiu o governador. Ele lembrou que, antes da convenção, pediu a Marcos Vieira para desistir da disputa e apoiar o candidato da prefeita. ?Depois que chegamos a um acordo, fui apenas um soldado do processo?, disse Lessa.