Política
PSB recua, admite tr�gua a Almeida e fala at� em cargos
MARCOS RODRIGUES O Partido Socialista Brasileiro (PSB) recuou em seu discurso e já admite condições para não fazer oposição dura ao futuro prefeito Cícero Almeida (PDT). A ?trégua? dependeria de como serão os primeiros contatos com os representantes da equipe de transição e com o próprio prefeito eleito. Quem admitiu essa possibilidade foi o próprio presidente do diretório municipal, vereador Marcos Vieira. Ele acredita que, diante da complexidade da máquina administrativa, a equipe de Almeida poderá até recorrer a quadros do atual governo. ?Se o prefeito eleito se posicionar de forma receptiva, disponível a conversar, a situação é outra. Administrar Maceió é muito difícil?, disse Vieira. Orientação A posição segue orientação do governador Ronaldo Lessa. Durante entrevista coletiva no Palácio Floriano Peixoto, Lessa disse que as ?orientações do partido? definem a política para os vereadores na Câmara. ?Quanto a mim, tenho que manter um relação administrativa, por querer o bem da cidade. Até porque continuarei morando aqui?, disse o governador na última quarta-feira. Essa posição de Lessa influenciou no discurso do líder do PSB. Quando acompanhou Alberto Sextafeira, em seu discurso depois da derrota nas urnas, o tom foi outro. Vieira defendeu uma oposição propositiva, mas ?firme no acompanhamento do mandato?. Depois que o governador Ronaldo Lessa desejou um ?bom governo? a Cícero Almeida, Vieira entendeu o recado e mudou a postura. ?Somos oposição natural porque perdemos a eleição. Isso por si só nos coloca do outro lado, mas nossa atuação vai depender de como se comportar o prefeito eleito?, adiantou Vieira. Em sua avaliação, será natural que quadros que tenham integrado a gestão atual possam vir a permanecer em áreas estratégicas a partir de janeiro. Solução A permanência de técnicos, ou até de alguns servidores de cargos comissionados na gestão de Almeida, acabaria por ser uma parte da solução para os virtuais demitidos. É que Vieira reforçou a posição do governador, de que não absorverá os cerca de 1.500 atuais ocupantes de cargos comissionados na administração de Kátia Born. Nessa discussão, o próprio presidente do PSB municipal já não tem lugar garantido no Executivo estadual. Vieira, que não foi reeleito para a Câmara, disse que vai retomar suas atividades como arquiteto.