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Seguran�a de Albuquerque foi condenado a 19 anos

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Em 2001, o soldado José Feitosa da Silva Filho, então segurança particular do deputado estadual Antônio Albuquerque, assassinou, com três tiros de pistola, o estudante de agronomia e empresário Olival Tenório Costa Neto, de 26 anos, na churrascaria Posto Rio Sul, em São Miguel dos Campos, a 60 km de Maceió, de propriedade da sua família. Depois do crime, José Feitosa fugiu para a cidade de Limoeiro de Anadia, terra natal e reduto político de Albuquerque, onde aguardou o fim do flagrante para se apresentar ao comando da Polícia Militar. Feitosa, que já respondia a processos por homicídio em Arapiraca e por envolvimento na compra ilegal de armas para a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, na gestão do coronel José Azevedo Amaral, disse, em entrevista à imprensa, que se ?soubesse que Olival Tenório [neto do usineiro Olival Tenório] era uma pessoa tão poderosa, não o teria matado?. Em seu depoimento, Feitosa disse que assassinou Olival Neto por seu filho ter sido agredido com um tapa na cabeça, por um dos rapazes que estavam em um grupo com o empresário. Os jovens que estavam no grupo negaram a agressão. O inquérito diz que Olival Neto tentou evitar uma confusão e acalmar Feitosa, que foi até seu carro, voltou armado e desferiu os três tiros no empresário. Ele foi condenado a 19 anos de prisão, em maio de 2003, e cumpre a pena no Baldomero Cavalcanti. Recurso ao TJ Os advogados de José Feitosa recorreram contra a sentença no Tribunal de Justiça de Alagoas. Segundo os assessores do relator do processo, desembargador Orlando Manso, o julgamento do recurso deve ocorrer ainda este ano. O procurador Luiz Carnaúba deu parecer favorável à manutenção da pena e recomendou que José Feitosa passe do regime inicialmente fechado para o regime integralmente fechado, que não dá direito à progressão do regime. Ele teria que cumprir, no mínimo, dois terços da pena para tentar receber os benefícios da Justiça. Jesse James O policial e vereador (não reeleito) Jesse James Viana Neto, o ?Neno?, conhecido como segurança e ?homem de confiança? do deputado estadual João Beltrão, também responde a processo judicial por assassinato. Jesse James foi indiciado pelo delegado Marcílio Barenco por latrocínio ? roubo seguido de morte ? e ocultação de cadáveres. Ele é acusado nos assassinatos do vendedor de jóias José Cerqueira e de seu motorista Majelo da Silva, em agosto do ano passado, em Coruripe, a 130 km de Maceió. Na época das investigações, foram gravadas conversas telefônicas em que Jesse James chega a chamar o deputado João Beltrão de ?painho?. O segurança do deputado João Beltrão foi pronunciado e aguarda julgamento recolhido em uma das celas do presídio Baldomero Cavalcanti. O juiz de Penedo, Maurício Breda, deve anunciar na próxima semana a sentença de Jesse James, que também foi denunciado pelo delegado Marcílio Barenco em outros dois inquéritos, por furto e crime ambiental.

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