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Antonio Albuquerque acusa rep�rteres da Gazeta de praticarem “mau jornalismo”

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Por meio de seu advogado, José Areias Bulhões, o deputado estadual Antonio Albuquerque enviou ontem à redação da GAZETA DE ALAGOAS uma nota acusando os autores da reportagem Seguranças de deputados matam em Alagoas (edição de domingo, 7 de novembro), de terem cometido um ato de ?mau jornalismo?, ?covardia? e ?ataque à honra? do parlamentar. Por respeitar a capacidade dos seus leitores em julgar os fatos, a GAZETA publica abaixo, na íntegra, a nota enviada pelo deputado Antonio Albuquerque (corrigindo, apenas, os erros gramaticais): ?Infelizmente, setores da imprensa alagoana, ainda que poucos, insistem na tentativa de macular a honra alheia, usando, para isso, o expediente de apresentar devaneios sobre apenas uma versão dos fatos, obrigando-se, como é o caso, num arranjo ? de honesta covardia ? que se dá o nome de autoria coletiva, aliás, uma tática já muito gasta e freqüentemente usada quando se deseja a prática do mal jornalismo. Em matéria veiculada no último domingo, dia 7 de novembro, no jornal GAZETA DE ALAGOAS, os jornalistas Célio Gomes e Gilvan Ferreira e a jornalista Luiza Barreiros, aparentemente em comum acordo, tentam por razões inconfessáveis associar meu nome, de maneira fraudulenta, ao episódio do assassinato do empresário Olival Tenório Neto. No mais legítimo direito de defesa da minha honra atacada, como, também, em respeito aos leitores daquele jornal, venho a público informar, apenas agora, o que segue, uma vez que não tive o direito de fazê-lo antes na própria matéria, e pela primeira vez, o seguinte: 1 ? Lamentei e lamento profundamente o ato de violência gratuita e desproporcional que tirou a vida de um irmão alagoano, jovem e promissor empresário ? como tomei conhecimento depois ? já que nunca tive o prazer de conhecê-lo; 2 - A tentativa de associar-me a este episódio em razão do assassino ? que, aliás, encontra-se preso respondendo à Justiça ? ter durante determinado período trabalhado prestando serviço em meu gabinete, é, no mínimo, leviandade pura. 3 - A lealdade, a solidariedade e a gratidão que fazem, em suma, a honestidade do caráter são, entendo eu, as maiores qualidades do ser humano que, humildemente, procuro professá-las nas minhas relações familiares, pessoais, políticas e empresariais, entretanto, repudio frontalmente quando essas virtudes se prestam a acobertar ou dar suporte a salvo-conduto de práticas ilegais, especialmente estas que atentam contra o maior bem da humanidade: a vida; 4 - A minha principal atividade é servir ao povo ? para o que me sinto sinceramente vocacionado ? e tenho, ao lado da minha família, feito isto nos últimos 20 anos de vida pública, o que, com certeza, trouxe-me alegrias ? o reconhecimento popular por meio de consecutivas eleições e expressivas votações ? também tem me acarretado decepções amargas a exemplo da inveja dos derrotados, não por mim, mas pelo povo, que não aceita mais manter-se na ignorância nem, tampouco, que lhe seja negado os seus direitos básicos; 5 - Confesso que se cometi algum erro foi o de exercer uma tolerância desmedida com alguns setores que controlam os meios de comunicação nestas tentativas torpes de macular a minha honra, o que já aviso: acabou. A partir de agora, nada ficará sem o devido processo judicial e, por outro lado, tenho fé, logo saberemos quem, mais uma vez, está por trás do patrocínio desta ação contra mim. Maceió, 8 de novembro de 2004, Antonio Albuquerque, deputado estadual.? A GAZETA DE ALAGOAS, que não foi obrigada a publicar a nota acima ? já que ela é ofensiva a seus profissionais e, por isso mesmo, não se configura em ?direito de resposta? ? respeita o direito de manifestação do deputado, mas sustenta as informações contidas na reportagem e reitera a confiança em seus profissionais pela coragem de informar os leitores alagoanos.

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