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Deputados pressionam e governo abre os cofres

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Para tentar garantir a retomada das votações na Câmara, o governo cedeu à pressão da base aliada e anunciou que vai liberar R$ 648 milhões de emendas parlamentares até o fim do ano. Com isso, espera que na semana que vem seja destrancada a pauta da Câmara, hoje com 21 Medidas Provisórias e dois projetos de lei com urgência constitucional. A liberação do dinheiro foi acertada em reunião do líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), no gabinete do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, com os ministros Antonio Palocci, da Fazenda, do Planejamento, Guido Mantega, e da Saúde, Humberto Costa Ficou acertado que na sexta-feira será publicado no Diário Oficial um decreto autorizando o empenho imediato de R$ 200 milhões em emendas parlamentares. E na próxima semana a Fazenda vai tornar disponível mais R$ 428 milhões para o pagamento de emendas. O compromisso do governo é empenhar 100% das emendas individuais da base governista, num total de R$ 1,2 bilhão, e pagar 50% deste montante até o fim do ano. O governo empenhou até agora R$ 874 milhões e pagou apenas R$ 46 milhões em emendas deste ano, além de R$ 400 milhões em restos a pagar do ano passado. ?Queremos mostrar que o governo está honrando seu compromisso e não deveríamos passar pelo vexame de mais uma semana sem votações. Mas os deputados estão como São Tomé, pagando para ver?, disse o vice-líder do governo Beto Albuquerque (PSB-RS). Mesmo assim há dúvidas sobre se resolver a questão das liberações será suficiente para a retomada das votações. Acontece que ainda não está resolvida a questão da votação da emenda da reeleição. Na reunião de segunda-feira à noite na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), os líderes do PT, Arlindo Chinaglia (SP), e do PSDB, Custódio Matos (MG), propuseram duas listas de projetos que deveriam ser votados até o fim do ano e nelas não constava a emenda da reeleição.

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