Política
Regis evita falar na disputa por secretaria
O ex-deputado federal Regis Cavalcante (PPS) disse que, para ele, assumir uma secretaria municipal no futuro governo de Cícero Almeida (PDT) ?não é uma questão de vida ou morte?. Regis não quis comentar a polêmica em torno de sua possível indicação para a Secretaria Municipal de Educação e negou que o PPS esteja travando uma batalha com o PFL do deputado José Thomaz Nonô pela nomeação do titular do cargo. ?Não há luta por cargo. Não estamos concorrendo com ninguém?, afirmou ontem, por telefone, de Brasília, depois de participar de uma reunião do diretório nacional de seu partido. Segundo fontes ligadas à equipe de Almeida, o prefeito eleito teria prometido a pasta a Regis Cavalcante (PPS), mas teria tido dificuldade em concretizar sua escolha porque o deputado federal João Lyra ? presidente do PTB e pai da vice-prefeita Lourdinha Lyra ? teria prometido antes a Nonô a indicação do futuro secretário de Educação. Para Regis Cavalcante, a decisão em torno da indicação dos secretários municipais tem que ser do prefeito eleito. ?Estamos aguardando que o prefeito tome a decisão?, despistou. Ele disse também achar que, caso venha a ser convidado para assumir uma pasta no governo municipal, poderá ?dar uma contribuição para o governo que ajudei a eleger no segundo turno?. ?Se o convite acontecer, poderemos dar uma contribuição, mas isso não é decisivo. Tenho militância política permanente, e assumir um cargo será apenas mais uma tarefa política?, afirmou. Fusão com PDT Apesar de estar em Brasília ontem, Regis garantiu que não tinha nenhum encontro marcado com o prefeito eleito ou com o deputado João Lyra. ?Soube que eles estariam aqui hoje, mas o objetivo de minha viagem era participar da reunião do diretório do PPS, que decidiu abrir discussão em torno da proposta de fusão do partido com o PDT?. Regis se disse ?simpático? à proposta de fusão do PPS com o PDT e lembrou que, caso os dois partidos se tornem uma só legenda, passará a ser governo em Maceió. ?Mais do que nunca, seremos governo?, disse, referindo-se ao fato de o prefeito eleito Cícero Almeida ser do PDT. Ele afirmou também que, quando foi derrotado no primeiro turno da eleição e decidiu apoiar a candidatura de Almeida, a perspectiva de fusão das duas legendas teve um peso significativo no processo. (LB)