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Apesar das promessas, C�mara n�o vota nada

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Brasília - Mesmo depois de o governo ter anunciado a liberação de R$ 648 milhões para acalmar os parlamentares da base aliada e tentar retomar as votações, a Câmara continuou esvaziada ontem. Há muita desconfiança e alguns partidos só aceitam votar as matérias em pauta após o dinheiro ser liberado. Segundo os líderes da base aliada, o governo vem fazendo promessas há muito tempo, mas não cumpre a lei que determina o pagamento das emendas parlamentares. Houve apenas uma sessão deliberativa com a presença de pouquíssimos deputados. O líder do PL, Sandro Mabel, disse que a crise serve para mostrar ao governo que não se pode subestimar o Congresso. ?Existe uma crise, mas isso é até bom para o governo. Todo mundo que subestimou o Congresso entrou pelo cano. Não é favor nenhum. Queremos que se cumpra a lei. É preciso parceria entre o Executivo e o Legislativo?, afirmou. Esse sentimento de que o Congresso está sendo desrespeitado é apontado por vários deputados. Ainda segundo eles, se o governo demorar a liberar as emendas, não haverá tempo para se fazer os convênios com as prefeituras para aplicação do dinheiro. O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), acredita que as votações só serão retomadas na semana que vem. ?A liberação de R$ 200 milhões prevista para ser publicada no Diário Oficial da união de sexta é suficiente para nós do PSB, mas para outros partidos não. Eles querem o cumprimento efetivo do empenho para, a partir daí, começar o processo de votação?, disse. Com o impasse entre a base aliada e o governo, a oposição provoca o governo e diz que está disposta a votar mas o governo não quer. O líder do PSDB, Custódio Mattos (MG), disse que a oposição está na Câmara, mas a base aliada e o governo não se entendem.

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