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Ex-assessor de deputado pega 76 anos de pris�o

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GILVAN FERREIRA celio gomes O policial civil Jesse James Viana, o ?Neno?, segurança do deputado estadual João Beltrão (PMDB), foi condenado pelo juiz Maurício Breda a 76 anos de prisão, pelo assassinato e acultação dos cadáveres do vendedor de jóias José Cerqueira e do motorista Majelo da Silva. Cerqueira e Majelo foram assassinados em agosto do ano passado, em Coruripe. Jesse James foi condenado à pena máxima por duplo latrocínio e ocultação de cadáveres. A sentença foi tornada pública ontem pelo juiz Maurício Breda, que absolveu um segundo acusado dos crimes, o motorista de Jesse James, Paulo Cartier, que deixou ontem a prisão de Penedo, onde aguardou o julgamento. Paulo Cartier estava preso desde o final de abril deste ano. Recurso O advogado de Jesse James, José Fragoso, disse que vai entrar com uma apelação criminal para tentar anular a sentença do juiz Maurício Breda. Fragoso considerou que a sentença do juiz Maurício Breda foi ?excessiva? e não sabia que cálculo o magistrado utilizou para definir uma pena ?tão elevada? para seu cliente. ?Só vou ter acesso à decisão do juiz amanhã [hoje], mas não consegui entender os cálculos dele para chegar à sentença de 76 anos. Se ele [Jesse] foi condenado por duplo latrocínio, deveria receber uma pena de 60 anos; e por ocultação de cadáver, mais quatro anos, o que daria uma pena de 64 anos?, argumentou o advogado. ?Pelo menos essa é a minha avaliação, mas vou aguardar o prazo de cinco dias da intimação a Jesse James para entrar com uma apelação criminal no Tribunal de Justiça de Alagoas?, acrescentou Fragoso. Segundo advogados consultados pela GAZETA, mesmo que o Tribunal de Justiça mantenha a pena de 76 anos de Jesse James, ele só poderá cumprir 30 anos de prisão, com a possibilidade de redução a partir do cumprimento de dois terços da condenação. Outras acusações Jesse James aguarda o julgamento do recurso no presídio Baldomero Cavalcanti. Ele foi preso em março deste ano. Ele é suspeito em outros crimes de morte e também responde a processos por crime ambiental, furto e ameaças de morte a jornalistas e aos delegados Marcílio Barenco e Mário Marinho. O caso está na Corregedoria da Polícia Civil. Jesse James disse que as ameaças aos delegados e jornalistas ocorreram ?num momento de desespero?, quando foi informado de que sua mãe estava internada num hospital de Maceió. Se for considerado culpado, ele pode ser demitido da Polícia Civil antes do julgamento do recurso contra a condenação pelas mortes de José Cerqueira e Majelo da Silva. O policial agora condenado, que perdeu a reeleição para vereador em Coruripe, não deve concluir seu atual mandato na Câmara Municipal do município. A presidência da Câmara aguardava decisão da Justiça para decidir seu afastamento do cargo de vereador. A polícia também investiga a participação de Jesse James em extorsão e em pelo menos mais três homicídios, em Coruripe e em Jequiá da Praia. As investigações sobre o possível envolvimento de Jesse James nos crimes estão sendo feitas pelos delegados Antônio Carlos Lessa e Gustavo Pires, que devem encaminhar os processos à Justiça ainda este mês. Deputado O deputado João Beltrão nega que Jesse James fosse seu segurança. Alega que sua ligação com o vereador e policial civil sempre foi apenas de ?amigo? e ?correligionário?.

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