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PSB tenta se arrumar para sucess�o em 2006

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MARCOS RODRIGUES ODILON RIOS A quinta-feira foi movimentada para o PSB. Depois da derrota de 31 de outubro em Maceió, a palavra de ordem na legenda é reorganização. Ontem, três quadros do partido ? o vice-prefeito Alberto Sextafeira, o governador Ronaldo Lessa e deputado federal Jurandir Bóia ? se manifestaram com um discurso unificado. Lessa anunciou a ?arrumação da casa? durante uma solenidade de posse no Palácio Floriano Peixoto. Ele indicou o vice-governador Luis Abílio para a presidência do PSB ? Abílio já ocupava a primeira vice-presidência. Ele substituirá o deputado federal Jurandir Bóia, que comandou o partido durante os últimos dois anos. Assim como Bóia, Abílio é considerado um quadro fiel ao governador. Isso significa que será Lessa quem estará no comando de fato dos passos do partido. Abílio entra com a responsabilidade de se tornar ?visível?, no cenário político, até 2006, quando o partido poderá ? ou não ? lançá-lo como candidato à sucessão de Lessa. ?Fortalecemos o nome do vice-governador como candidato [ao governo], mas nosso objetivo é eleger Ronaldo Lessa para o Senado?, explicou Bóia, sugerindo que o partido pode abrir mão da cabeça da chapa, em 2006. O vice-prefeito de Maceió, Alberto Sextafeira, também apresentou a candidatura do governador. Com um discurso mais ameno em relação ao da entrevista coletiva em que admitiu a derrota, na semana passada, ele evitou comentar sobre seu futuro político. Sequer confirmou se assume alguma secretaria no Estado. ?Não é minha prioridade. Estou à disposição do PSB?, disse. Reorganização As mudanças internas no PSB têm um sentido mais profundo. Além de fortalecer Abílio, como reconhece o governador Ronaldo Lessa, servirão para deixar o partido mais enxuto. ?Para conviver no partido e seguir adiante, só quem tiver intimidade com o PSB, quem acredite no socialismo. Ficar para se aproveitar da legenda não nos ajuda?, disse Lessa. Ouvido por telefone, o novo presidente do PSB alagoano, Luis Abílio, ainda se referiu aos erros da campanha. Ele reconheceu que alguns correligionários mudaram a linha do guia eleitoral. ?Acho que em determinado momento, o PSB errou. Não foi apenas um erro nosso, mas de todas as coligações. Em alguns momentos, saímos do foco da nossa campanha, que eram os projetos?, afirmou Abílio, evitando falar dos ataques que aconteceram durante os programas na TV. O vice-governador lembrou que os marqueteiros não haviam sido contratados pelo PSB, mas pela coordenação da campanha. Luis Abílio disse ainda que o seu nome não estava lançado, antes da sucessão municipal, mas sabia que viria à tona por conta das discussões em torno do cenário de 2006. Trocando de presidente, o PSB torna-se também mais flexível para conversar com outros partidos. Abílio é considerado um quadro mais diplomático e acessível às lideranças. Ao contrário de Bóia, que após a derrota defendeu uma oposição sistemática ao prefeito Cícero Almeida, Abílio quer o consenso. Ele não descarta conversar inclusive com o grupo de Almeida. Segundo Abílio, os adversários, hoje, podem ser aliados no futuro.

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