loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Advogado de C�cera do Bar contesta prova

Ouvir
Compartilhar

ODILON RIOS A disputa pelo poder na cidade de Satuba, a 21 km de Maceió, ainda gera confusão. O resultado da prova de português e matemática da prefeita eleita, Cícera Pereira da Silva, a Cícera do Bar (PL), apesar de comprovar que ela é ?analfabeta funcional?, não colocou um ponto final na rivalidade entre o grupo da prefeita eleita, coordenado pelo prefeito preso do município, Adalberon de Moraes (PMDB), e o vice-prefeito, Zezito Costa (PMN), derrotado nas eleições. A Justiça tem menos de 15 dias para avaliar se Cícera do Bar assume ou não o cargo, diante do resultado do teste, divulgado na quinta-feira. ?Em tese, se a Justiça decidir que a prefeita não pode ser diplomada, assume o segundo colocado nas eleições?, disse Kléber Brandão, assessor da juíza eleitoral Marlene Madeiros, que é a responsável pela cidade de Satuba. ?A decisão é automática, ou seja, quando sair a posição da juíza, a prefeita será diplomada ou, ao contrário, o segundo colocado assume. Mas, independente do resultado, todos podem recorrer da decisão?, explicou o assessor da juíza. Se ficar ou não no cargo, a prefeita poderá passar por um processo semelhante ao que enfrentaram, em Rio Largo, a prefeita Maria Elisa (PL) e sua vice, Vânia Paiva (PMDB), que trocaram de cargo sete vezes. Mas, na situação de Satuba, logo após o resultado, qualquer das partes pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Processo A GAZETA apurou que o processo será entregue aos advogados de defesa e acusação na terça-feira, 16, mas a celeuma política prospera nos bastidores de Satuba. O advogado da prefeita eleita, José Costa, não gostou da divulgação, pela imprensa, do laudo assinado pelas três professoras da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que considerou Cícera do Bar ?analfabeta funcional?. ?O processo está em segredo de Justiça; ninguém poderia ter acesso às informações?, reclamou Costa. Ele afirmou que o processo está ?errado desde o princípio?, mas não culpou a Justiça Eleitoral. ?O problema é que o prazo eleitoral expirou. O prefeito derrotado deveria ter entregue à Justiça o questionamento sobre a eleição cinco dias depois do pleito. Ele entregou no sexto?, disse Costa. O promotor eleitoral, Flávio Costa, informou que iria consultar a lei para saber se o caso poderia ou não estar sob segredo de Justiça, mas não soube se o processo poderia ser acessado. O assessor da juíza garantiu que o processo ?é público?. Prazo legal O prefeito em exercício, Zezito Costa, discordou que tenha entrado na Justiça fora do prazo legal. ?Eu não lembro a data, mas entramos certinho?, informou. Ele pediu reforço policial na cidade, mas disse não estar recebendo ameaças. Sobre a possibilidade de assumir o posto de prefeito, Zezito foi cauteloso. ?Tenho dúvidas. Vou esperar a decisão da Justiça?.

Relacionadas