Política
PTB j� admite ter Almeida como filiado
MARCOS RODRIGUES ODILON RIOS Apesar da indefinição sobre o futuro político do prefeito eleito Cícero Almeida (PDT), em caso de afastamento ou expulsão de seu partido ele teria um destino quase certo: o PTB, do deputado e empresário João Lyra. ?Por que nós não o receberíamos? Ele é uma pessoa que merece vencer na vida, um batalhador, conseguiu ser deputado e prefeito?, disse ontem o presidente do diretório municipal do PTB, vereador Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca. Segundo Toroca, não existe convite formal do partido para o prefeito eleito. ?Não houve manifestação da nossa parte, mas, se existir, será bem aceita?, afirmou, dando a entender que isso é uma possibilidade. Nos bastidores, a informação que circulava ontem era de que Almeida estaria sendo convidado por João Lyra para se filiar ao PTB. O secretário de Comunicação do futuro governo, Nelson Ferreira, disse que a proposta ?não existe? e preferiu não especular se Lyra estaria trabalhando neste sentido. ?Essa seria uma boa pergunta a se fazer para ele [João Lyra]?, resumiu Ferreira. O deputado estadual Marçal Fortes (PTB), cuidadoso, também não quis falar da possibilidade de Almeida ir para seu partido. ?Isso não está se passando. Almeida fica no PDT?, declarou, evitando aumentar as especulações. O próprio prefeito eleito, durante o anúncio dos três novos secretários na sexta-feira passada, negou a possibilidade de sair do PDT, por ?consideração ao doutor Geraldo Sampaio?, que é presidente dos diretórios municipal e estadual do partido. Lei não impede Ouvidos pela GAZETA, advogados eleitorais disseram que a lei não impede que o futuro prefeito assuma o cargo, mesmo sem partido ou filiado a um partido diferente daquele pelo qual foi eleito. ?Nada impede que isso aconteça?, disse o advogado Márcio Guedes. ?A eleição é do partido. Mas, uma vez eleito, [o candidato] fica dono do mandato?, completou o advogado Adriano Soares. Desconvite Se o PDT dá sinais de crise interna, por conta da não ocupação de secretarias estratégicas do futuro governo, outra informação que ganhou força ontem foi a de que o futuro secretário municipal do Meio Ambiente, Álder Flores, pode ter sua indicação revista ? um ?desconvite?. A polêmica envolvendo seu nome começou no dia em que foi anunciado como secretário. Ambientalistas e quadros do PPS, a exemplo do ex-secretário estadual de Recursos Hídricos, Anivaldo Miranda, chegaram a se retirar do local quando Cícero Almeida confirmou a indicação do secretário. O deputado João Lyra também não gostou da indicação ? chegou a sair do auditório, com visível ar de aborrecimento. Para Lyra, o importante era que Álder, que já ocupa a pasta, saísse do cargo para, aí sim, ser anunciado como membro da nova equipe. Flores tem trânsito no grupo de Lyra por ser cunhado do suplente de deputado estadual Marçal Fortes. Ontem, Álder Fores disse desconhecer a existência de problemas envolvendo sua indicação.