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Política

CONVENÇÕES OFICIALIZAM 5 CANDIDATURAS PARA CORRIDA AO GOVERNO DE ALAGOAS

Partidos também definiram chapas para disputa ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa

Por Fábio Costa | Edição do dia 06/08/2022 - Matéria atualizada em 05/08/2022 às 22h57

A disputa pelo cargo de governador de Alagoas já tem o seu cenário definido com cinco candidatos oficializados. Seja com os representantes dos partidos chamados “nanicos”, seja com as forças mais tradicionais, o eleitor terá um vasto leque de opções para escolher em outubro. Com o fim do prazo para a realização das convenções, foram oficializados os candidatos Fernando Collor (PTB), Rodrigo Cunha (UB), Paulo Dantas (MDB), Rui Palmeira (PSD) e Cícero Albuquerque (Psol). No diversificado cardápio eleitoral candidaturas da extrema esquerda, centro-esquerda, centro e direita. Todas, porém, estarão orbitando na polarização principal, definida pelas chapas lideradas por Luis Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). A Unidade Popular (UP) vai para sua segunda eleição com os servidores públicos Cícero Albuquerque (Psol), candidato ao governo, e Mário Agra (PSol) disputando o senado. Sem tempo de TV e Rádio, por não possuir representação na Câmara Federal, a sigla contará com a mobilização da militância, o apoio de entidades de classe e das redes sociais. Defensores do socialismo como forma de governo, a legenda busca sobreviver politicamente às duras cláusulas de barreira e segue para o pleito sem recursos, exceto os oriundos dos próprios simpatizantes. Originalmente antibolsonarista, a campanha da UP vai denunciar o desemprego e a reinclusão do país no Mapa da Fome, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com a presidente da legenda, a jornalista Lenilda Luna, a construção do programa partidário dará prioridade “revolucionária” a essas pautas e em todos os debates na busca do voto. Para presidente da República, o partido escolheu o líder sem-teto Leonardo Péricles.

RUI

Entre as candidaturas consideradas grandes e com chances de crescer está a chapa formada pelo ex-prefeito Rui Palmeira (PSD) e do seu vice, o ex-secretário estadual do Trabalho Arthur Albuquerque (Republicanos). Um dos últimos grupos políticos a definir os nomes, o grupo buscará forças na trajetória política de Palmeira, em especial na memória do pai, o ex-governador “biônico”, ex-prefeito de Maceió, ex-senador e ex-ministro do TCU Guilherme Palmeira.

A articulação no interior do Estado também contará com o apoio do deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos), que disputará seu oitavo mandato para a ALE e usará seus redutos eleitorais a serviço do atual projeto. Ao contrário de Rui, que não deixou claro se será oposição ao candidato do MDB, Albuquerque teve embates com o ex-governador Renan Filho (MDB) e chegou até a tentar alçar voo para uma candidatura ao Senado Federal. Antes, porém, esteve próximo do Palácio República dos Palmares, tanto que emplacou o filho Arthur como secretário.

Palmeira também flertou com Renan quando juntos uniram forças para eleger o ex-aliado Alfredo Gaspar, atualmente no PP. Sem seu apoio, após a derrota, teve que se reorganizar sozinho em busca quadros para formar sua aliança. Mantém-se na disputa, mas sem mais “caciques” além de Albuquerque e enfrentou, na última semana, boatos de que desistiria do pleito para apoiar a chapa palaciana. Negou e lançou-se candidato.

CUNHA

A outra candidatura lançada após polêmicas envolvendo a federação foi a do senador Rodrigo Cunha (União Brasil), que tem como vice a deputada estadual Jó Pereira (PSDB). Nacionalmente sua sigla está unida com o MDB, enquanto o UB com o Cidadania, liderado em Alagoas pelo jornalista e ex-deputado federal Régis Cavalcante. Apoiados pelo deputado federal Arthur Lira (PP), responsável pela junção do grupo, não será palanque para o presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo o mentor da chapa sendo seu fiel escudeiro no comando da Câmara Federal. Oficialmente, a candidata de Cunha é a senadora do Mato Grosso do Sul Soraya Tronicke (UB). Venceu a articulação de Lira e Régis, que era pré-candidato ao governo, desistiu e vai disputar uma vaga para a Câmara Federal. Nessa caminhada, vai apoiar a candidata à presidência Simone Tebet com discurso contrário ao grupo de Cunha.

GOVERNISTAS

A chapa governista, liderada pelo governador Paulo Dantas (MDB), na última semana conseguiu o apoio do vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), que se juntou ao grupo após romper politicamente com o prefeito JHC. Mesmo se aliando a Dantas, que já definiu apoio à candidatura presidencial de Lula, Lessa disse, na convenção do partido, que a união que faz é “democrática” e abrirá possibilidade de um palanque para o candidato da legenda, o ex-ministro Ciro Gomes..

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