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PROJETO PREVÊ CONSTRUÇÃO DE ESCOLA COM SEIS SALAS DE AULAS

Licitação está programada para o dia 25, mas ainda não se sabe onde unidade de ensino será erguida

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Em cima do processo eleitoral, os indígenas tiveram nova promessa. Um suposto convênio entre as secretarias de Educação do Estado e a prefeitura de Inhapi resultará na construção de uma escola para o povo Koiupanká. A licitação deverá ser divulgada no próximo dia 25. Porém, nem os indígenas sabem onde será construída a escola. O prefeito Egilásio Alves Feitosa, conhecido como Tenorinho Malta, (PP) numa reunião com as lideranças disse que já existem recursos para a construção do colégio. A obra está orçada em R$ 3 milhões. Um terço desse montante já estaria disponível. A escola, se chegar conforme o prometido pela prefeitura, vem no momento que os indígenas estão se autoafirmando e anda preocupados com o crescimento urbano. Inhapi está em franco crescimento. A tribo que ficava há mais de um quilômetro do centro, com a expansão, as casas dos caciques e das lideranças na Aldeia Roçado ficam a poucos metros das áreas urbanas. “A nossa luta é para obter pelo menos uma pequena área demarcada a fim de desenvolver a nossa agricultura, garantir o sustento da família e manter a segurança da aldeia. Já conquistamos o reconhecimento étnico em 2002. Somos descendentes dos Pankararus, mas sofremos como a maioria dos nossos irmãos: não temos terra”, desabafou Akoanã. A Funai ainda não realizou os estudos territorial, antropológico nem tem nenhum indicativo de que haverá demarcação de terras para os Koiupankás, revelou uma fonte da autarquia de AL/PE/SE. Também não tem nada previsto de demarcação para as outras 11 tribos indígenas de Alagoas e o órgão atualmente funciona apenas como uma instituição federal burocrática, onde os servidores preferem não falar com a imprensa. Na aldeia, há um posto de Saúde Indígena - Sesai, mantido pelo Ministério da Saúde, com equipe de profissionais de saúde completa e bem equipado. Associação do Semiárido construiu mais de seis cisternas nas comunidades. “Água e saúde tem. Falta terra demarcada”, cobram os caciques.

CONVÊNIO

Um convênio entre o governo do Estado e a prefeitura de Inhapi possibilitará a construção de uma pequena escola indígena no município de Inhapi. O lançamento do edital para a construção da escola está marcado para o próximo dia 25. “A escola dos Koiupankás será construída”. A garantia é da Secretaria da Educação de Inhapi, a professora Carleane Chagas. Como a tribo não tem terras demarcadas, a secretaria não revelou onde a escola será construída. Ao ser questionada onde o colégio será edificado, a secretaria respondeu que, “nós vamos definir o local. Será o mais próximo possível [da aldeia]. A obra é fruto de um convênio e os recursos serão do governo estadual”. A professora Carleane assegurou que uma parcela dos recursos para as obras está disponível. Porém, não detalhou o custo total do projeto e nem confirmou a informação das lideranças de que a escola está orçada em R$ 3 milhões. Com relação à obra, revelou que o colégio terá seis salas de aula, uma estrutura de direção administrativo- pedagógica e cozinha adequada. Segundo a secretária, o projeto contempla cinco salas de aula com mais uma sala de informática. Carleane ocupava o cargo de coordenadora regional de ensino da Seduc. Com relação à informação de que a secretaria teria enviado para aldeia um grupo de técnicos a fim de reformar a escola que nunca existiu, a professora disse desconhecer a denúncia das lideranças Koiupankás.

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