Política
Nova ju�za sem prazo para julgar caso Satuba
GILVAN FERREIRA A juíza Maysa Bezerra Cesário, que assumiu na última quinta-feira a 15ª Zona Eleitoral (Satuba) em substituição à juíza Marlene Madeiro, disse que não tem prazo para julgar o processo que envolve o pedido de anulação da candidatura da prefeita eleita Cícera Pereira da Silva (PL), a Cícera do Bar. Evitando polêmica sobre a substituição da juíza Marlene Madeiro, Maysa Cesário, que acumula a 1ª Vara da Infância da Criança e do Adolescente e Cível de Rio Largo, disse que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi uma surpresa para ela. A magistrada disse que, como era a juíza mais antiga na Comarca de Rio Largo, assumiria automaticamente a vaga de Madeiro. ?Eu não sei quais os motivos que levaram o TRE a afastar a juíza Marlene Madeiro, só posso dizer que foi uma supresa. É preciso esclarecer que estou assumindo a 15ª Zona Eleitoral por ser a juíza mais antiga na Comarca, como determina a lei?, disse. Julgamento Sobre o processo que envolve a eleição em Satuba, Maysa Cesário antecipou que não haveria ?privilégio? no julgamento. A juíza Marlene Madeiro foi afastada sete dias antes de definir se consideraria decisivo o relatório dos professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que classificaram Cícera do Bar como ?analfabeta funcional?, na prova que aplicaram à prefeita eleita. Se levado em conta pela Justiça, a eleita não poderia assumir o cargo. O segundo colocado poderia assumir ? ou haveria uma nova eleição. ?Nós vamos seguir os prazos dos processos que estão em andamento na 15ª Zona Eleitoral. Posso assegurar que não conheço nenhum deles, pois ainda não tive acesso aos autos. Sobre o processo de Satuba, posso antecipar que só tenho informações pelo que leio e vejo na imprensa. Ainda não recebi os autos desse processo e, por isso, não vou me pronunciar sobre o caso?, disse. Maysa Cesário afirmou também que só vai tomar conhecimento do processo na próxima semana. Ela antecipou que vai comunicar ao presidente do TRE, José Hollanda Ferreira, a situação de todos os casos da zona eleitoral. Confiança Os assessores do atual prefeito de Satuba, Zezito Costa (PMN), autor da denúncia contra a prefeita eleita Cícera do Bar, que perdeu a eleição por uma diferença de 191 votos, afirmaram que, apesar do afastamento da juíza Marlene Madeiro, a expectativa é de que ele tome posse no dia 1º de janeiro no lugar de Cícera do Bar, que é ligada politicamente ao grupo do prefeito afastado (e preso) Adalberon de Moraes (PL) e ao deputado estadual Antônio Albuquerque (PL). Atraso Como antecipou que não deve ?apressar? o julgamento dos processos que estão aguardando sentença na comarca, não há previsão para o caso Cícera do Bar. A juíza afastada Marlene Madeiro tinha prometido anunciar a sentença do processo até o próximo dia 27. Agora, o quadro sobre a eleição de Satuba pode permanecer indefinido por um período mais longo, aumentando ainda mais a polêmica sobre o resultado das eleições no município. A assessoria do presidente do TRE negou que o afastamento da juíza Marlene Madeiro esteja relacionado ao julgamento do processo da prefeita Cícera do Bar. A GAZETA apurou que o afastamento da juíza estaria ligado ao suposto atraso do julgamento do processo. Nova promotora O afastamento da juíza de Satuba também atingiu o promotor da 15ª Zona Eleitoral, Flávio Gomes da Costa, que vai ser substituído pela promotora Maria José da Silva. Enquanto espera pela decisão final, a população de Satuba não sabe quem será seu futuro prefeito. O prazo final para diplomação dos eleitos é 19 de dezembro, conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).