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Partido do governador j� se antecipa na disputa para 2006

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ODILON RIOS Um dia após as afirmações do secretário-geral do PSB, Wellison Miranda, de que o partido já teria definido o nome do vice-governador Luis Abílio como candidato a governador em 2006, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PSB) ? também postulante à indicação ? reagiu ao anúncio, afirmando que ?não aceita? um nome ?sem discussão? na legenda. ?Wellisson precipitou o processo?, disse. Celso defendeu que ?as bases do partido? deveriam ser consultadas na escolha do concorrente à cadeira do Palácio Floriano Peixoto, além de conversar com outros partidos, como o PMDB, liderado em Alagoas pelo senador Renan Calheiros. Há dois dias, Wellisson Miranda afirmou que já existiria consenso dentro do PSB: o nome escolhido para 2006 seria o do vice-governador Abílio, novo presidente estadual do partido. Miranda disse que o vice-governador teria assumido o partido para conversar com as lideranças do interior e de outras siglas, ?aparecendo? no cenário político e fortalecendo a candidatura do governador Ronaldo Lessa (PSB) ao Senado. Vitrine A decisão de colocar na vitrine eleitoral o nome do vice-governador não agradou ao presidente da Assembléia. ?Se decidir colocar candidato sem ouvir a Assembléia ou o partido, eu não aceito?, avisou o presidente da ALE. À GAZETA, Celso Luiz afirmou quinta-feira que ?não desistiria de ser o candidato? ao governo. Ele adiantou ainda que conversou na semana passada com o governador, falando de uma lista de nomes de concorrentes ao cargo em 2006: a prefeita Kátia Born (PSB), o vice-governador e ele próprio. Ontem, durante a posse da nova presidente da Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa), no Palácio Floriano Peixoto, Lessa reafirmou sua posição de que existem os nomes do vice-governador, do presidente da Assembléia e do secretário Executivo de Educação, Maurício Quintella Lessa, como opções do partido para 2006. O governador disse ainda que o PSB ?está ótimo?, tentando demonstrar que, mesmo após as declarações de Wellisson Miranda, o partido não enfrenta uma guerra interna de candidatos ao governo em 2006. Na quinta-feira, o governador disse que a prefeita Kátia Born não teria mais conversado com ele sobre o governo do Estado. Segundo Lessa, Born viajaria depois das eleições e voltaria ao cenário no final de 2005 ou nos primeiros meses de 2006. Nos bastidores do PSB, a prefeita tentaria uma vaga na Câmara Federal. Kátia assumiu que estaria preparando o projeto de ser deputada federal. Há alguns meses, a prefeita avisava que era uma das candidatas ao governo estadual. Ontem, a secretária de Articulação, Fátima Borges, também negou haver disputa entre nomes do partido ao governo estadual. Puro-sangue Em entrevista concedida ontem de manhã à TV Pajuçara, Celso Luiz analisou que o PSB não ganharia as eleições na capital se, por exemplo, lançasse uma chapa ?puro-sangue? ? com candidato a governador e a vice saídos da legenda. A proposta de lançar uma chapa com quadros internos do partido saiu do secretário-geral Wellisson Miranda. Segundo Celso, se Luis Abílio não conseguisse articular apoios de outros partidos no projeto de 2006, o grupo lançaria o nome de Abílio, com Celso Luiz candidato a vice. Mas o presidente da Assembléia não gostou da proposta de concorrer em uma chapa só com o PSB: ?Essa vitória do [Cícero] Almeida mostrou que se precisa de aliança?. Mesmo assim, Celso Luiz não descartou a possibilidade de voltar à Assembléia, novamente como deputado estadual, caso seu nome não seja mais aceito, depois da discussão interna. ?De cima para baixo, não?, afirmou. Xadrez político Nos corredores da Assembléia, porém, a preocupação de Celso Luiz é muito maior. Ele temeria ser deixado de lado na disputa estadual e acreditaria que o anúncio do secretário-geral do governo, de que o PSB tem um nome definido como candidato, poderia afundar de vez sua tentativa de ser governador do Estado. Outra possibilidade discutida no partido seria uma aliança entre PSB e PMDB, com o senador Renan Calheiros na cabeça da chapa e Celso Luiz como vice. A aliança contaria ainda com PT, PCdoB e PV. ?Não tem nada definido?, defendeu ontem Celso Luiz, ao falar da possibilidade de se aliar a Renan. Para o presidente do diretório estadual do PT, deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, PT, PSB, PCdoB e PV poderiam tentar formar uma chapa para 2006. Só que ele próprio assume que ainda é candidato do partido ao governo. ?Não existe entendimento com PSDB nem com PTB?, reafirmou ontem, por telefone. Com a mudança de presidente no PSB estadual, ou seja, assumindo o vice-governador Luis Abílio, o PSB tenta um entendimento com a terceira força política, formada depois das eleições: o PDT-PTB, comandada pelo deputado federal e usineiro João Lyra (PTB). ?Essa aliança (PTB-PDT) representa a volta do que há de mais truculento no Estado?, disse Paulão. Correndo por fora, outro que colocou seu nome ao governo do Estado foi o senador tucano Teotonio Vilela Filho, que também batalha pelo apoio do senador Renan Calheiros.

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