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Or�amento da C�mara ser� de R$ 19 milh�es

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LUIZA BARREIROS O projeto de Orçamento para 2005 encaminhado à Câmara Municipal pelo Poder Executivo prevê um duodécimo de R$ 19,134 milhões para ser administrado pela próxima Mesa Diretora, o que corresponde a cerca de 1,6 milhão/mês. A proposta é superior ao Orçamento de 2004 em R$ 130 mil. Segundo o atual presidente da Casa, vereador Alan Balbino (PSB), o valor é insuficiente para suprir as necessidades do poder. ?Deixamos de desempenhar atividades de qualificação dos servidores, informatização dos gabinetes e secretarias. Além disso, tínhamos a necessidade de construir uma nova sede, maior que atual, com estrutura para os gabinetes dos vereadores, deixando assim de pagar aluguel?, argumentou. Para Balbino, é necessário que na discussão do projeto de Orçamento para o próximo ano seja feito um aditivo, aumentando em pelo menos R$ 500 mil o valor do duodécimo anual. O valor seria utilizado justamente para viabilizar a construção na nova sede, provavelmente numa área do bairro do Barro Duro, próximo ao Fórum de Maceió. Salários Alan Balbino garantiu na última sexta-feira que entregará ao seu sucessor uma Câmara totalmente enxuta e sem pendências no pagamento de salários e fornecedores. ?Para se ter uma idéia, hoje [sexta-feira] depositamos nas contas dos servidores a segunda parcela do 13º salário, o que me faz acreditar que Maceió seja a primeira Câmara a honrar o pagamento do décimo ainda em novembro?, disse. Na próxima semana, Alan Balbino diz que depositará nas contas dos servidores uma 14ª folha, referente a dezembro de 2002, que foi deixada pendente na gestão do ex-presidente Maurício Quintella (PSB). Balbino diz que para conseguir fechar o ano sem pendências com servidores e fornecedores, cancelou alguns contratos com fornecedores e chegou a exonerar comissionados que, segundo ele, ?não tinham mais trabalho a executar?. A folha de efetivos também foi reduzida de 320 para 298 servidores. ?Durante toda a atual gestão mantive contato permanente com o Tribunal de Contas para equilibrar as contas e não ultrapassar o percentual de 70% da receita com o pagamento de pessoal, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal?, disse. Conselho Para o sucessor, Alan Balbino recomenda que busque compor uma assessoria competente, que trabalhe voltada para a função fiscalizadora da Câmara. ?Além disso, é necessário estar preparado para atender as solicitações do Tribunal de Contas e procurar sempre cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal?, afirmou. Balbino destacou ainda ser necessário responsabilidade para consolidar um projeto de credibilidade do poder que, segundo ele, foi iniciado em sua gestão. ?Qualquer pisada de bola descredenciará a Câmara perante a sociedade?.

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