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Deputados interferem na elei��o da C�mara

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LUIZA BARREIROS Os 21 vereadores eleitos em 3 de outubro para a Câmara Municipal de Maceió já deram início às articulações de bastidor para definir a composição da Mesa Diretora, que será eleita em 1º de janeiro, logo após a solenidade de posse. Apesar de existir uma máxima no meio político, segundo a qual, eleição de Mesa Diretora só se define no dia, já há dois grupos sendo formados. O detalhe curioso é que cada um tem a coordenação de um deputado estadual: de um lado, o presidente da Assembléia Legislativa, Celso Luiz (PSB) está articulando o que já está sendo chamado de ?Grupo dos 12?. De outro, o deputado Cícero Amélio (Prona) lidera o grupo integrado por outros cinco parlamentares: o irmão dele, vereador Arnaldo Fontan (PFL), e os vereadores Zé Márcio (PTB), Toroca (PTB), Berg Holanda (Prona) e Davi Davino (PSDB). O ?Grupo dos Cinco? é formado exclusivamente por aliados ao prefeito eleito Cícero Almeida (PDT) e ao deputado João Lyra (PTB). Numa postura independente ? que ainda não se definiu por nenhum dos dois grupos ? estariam quatro parlamentares: o campeão de votos nas eleições de outubro, Galba Novaes de Castro Júnior (PL), Marcelo Victor (PP) e os petistas Judson Cabral e Diogo Gaia. Maioria A expectativa, pelo menos até agora, é de que os seis membros da futura Mesa saiam do ?Grupo dos 12?, principalmente pelo fato de o número atual de membros garantir a maioria simples (11 votos) necessária para a eleição. O grupo, que começou a ser articulado pelos novatos Eduardo Canuto (PV), Marcelo Malta (PCdoB), Paulo Corintho (PV) e Cristhiano Matheus (PFL), já teria conquistado a adesão de veteranos como Carlos Ronalsa (PMDB), Chico Holanda (PL), Dudu Holanda (PTB), Fátima Santiago (PTB), Gerônimo Ciqueira (PSB), Alan Balbino (PSB), Marcos Alves (PSB) e João Luiz (PMDB). Segundo os próprios articuladores do grupo, há ainda a possibilidade de haver mais duas adesões por parte dos independentes, o que daria uma margem confortável de três votos além do mínimo de 11, que garantiria a eleição, mesmo diante de alguma eventual mudança de lado que aconteça nos próximos 40 dias. Outro fato que chama atenção no grupo é a participação de vereadores que na eleição estiveram em campos opostos de apoio aos candidatos a prefeito e que, possivelmente, na formação da bancada, permanecerão em lados diferentes. A idéia é que a discussão da Mesa não seja confundida com uma definição de bancada. Tanto é que o prefeito eleito já assumiu publicamente a posição de não interferir na escolha, deixando a eleição da Mesa a cargo do próprio Poder Legislativo. O Grupo dos 12, inclusive, já teria enviado recado a Cícero Almeida e a João Lyra deixando claro que, o fato de fazer parte da composição, não significa necessariamente oposição ao governo.

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