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Justi�a decide amanh� se vai haver nova elei��o para prefeito de Traipu

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ODILON RIOS A novela sobre a sucessão na cidade de Traipu acaba amanhã. O juiz da 20ª Zona Eleitoral, Domingos de Araújo Lima Neto, disse que vai decidir se o município terá ou não uma nova eleição. ?Só posso me posicionar sobre este caso nesta quarta-feira, quando estarei em Traipu?, explicou o juiz. ?Mas, com certeza, a decisão sai nesse dia?, afirmou. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou, por unanimidade, que o destino político de Traipu vai depender do juiz da 20ª Zona Eleitoral. Assim, segundo o presidente do TRE, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira, caberá ao tribunal acatar o que for proposto pelo magistrado. Ainda ontem, o presidente do TRE comunicou ao juiz Lima Neto, por ofício, que um recurso extraordinário, interposto pelo prefeito de Traipu Marcos Santos ? que foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ? foi retirado do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o analista jurídico do TRE, Davi Azevedo, o prefeito Marcos Santos foi eleito com mais de 50% dos votos válidos. Dias depois, o TSE decidiu que Santos não poderia assumir o cargo. ?O juiz terá duas opções: decidir por uma nova eleição ou diplomar o segundo colocado?, disse. No segundo caso, assumiria a cadeira do Executivo municipal Rosa Freitas Melro (PSB). Ontem, nos corredores do TRE, a informação era a de que Traipu teria uma nova eleição. Inelegível Na noite do dia 21 de outubro, o TSE concluiu, por unanimidade, que Marcos Santos ocupou, durante três dias, em maio de 2000, a vaga de prefeito em Traipu. Para os ministros do Tribunal, a eleição de Santos agora configuraria um terceiro mandato consecutivo, o que fere a lei eleitoral. O prefeito foi reeleito este ano com 56,40% dos votos válidos. Tapera Ontem, o TRE decidiu que não tem competência para julgar o pedido de anulação, além de apuração de supostas fraudes nas urnas eletrônicas, que teriam ocorrido no dia da eleição, no município de São José da Tapera. Isso significa que o tribunal enviou o processo que apura o caso ao juiz eleitoral de primeira instância, Otávio Leão Praxedes. O Partido Progressista (PP), que lançou para a prefeitura o filho do falecido deputado estadual Elísio Maia, Hermes Maia, entrou com um requerimento logo após a derrota nas urnas do candidato. O advogado do derrotado, Luiz de Gonzaga Mendes de Barros, alega que encontrou irregularidades em 31 urnas eletrônicas que, segundo ele, não tinham o lacre, dispositivo que protege o disquete contra supostas fraudes. Mendes de Barros pediu a anulação da eleição, abertura de inquérito policial, realização de nova eleição e substituição do juiz e do promotor. Dias depois da eleição, vencida pela atual prefeita Edneuza Ricardo (PSDB), os juízes do TRE determinaram o reforço de segurança das polícias Civil, Militar e Federal no município. O motivo era a tensão política dos dois grupos que concorreram às eleições em São José da Tapera.

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