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Suplente denuncia eleito da mesma coliga��o

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GILVAN FERREIRA O vereador eleito por Maceió Marcelo Victor (PP), que já responde a inquérito na Polícia Federal por suposta prática de crime eleitoral nas eleições de 3 de outubro, enfrenta uma nova denúncia na Justiça Eleitoral. Candidato derrotado à reeleição, o vereador George Sanguinetti (PTB), primeiro suplente da coligação PTB-PP, entrou com uma ação de investigação judicial eleitoral, na 3ª Zona Eleitoral de Maceió, contra Marcelo Victor, por suposto abuso do poder econômico. Marcelo Victor, que é filho do deputado estadual Gervásio Raimundo (PTB), já responde a inquérito na PF por suposta compra de votos. A Polícia Militar prendeu um cabo eleitoral e um funcionário de Marcelo Victor, que foram denunciados por eleitores pela tentativa de aliciamento para compra de votos. Os eleitores teriam recebido a promessa de pagamento de R$ 30 por cada voto. A proposta teria sido feita por um cabo eleitoral de Marcelo Victor, Cícero dos Santos, que foi preso em flagrante por policiais militares. Marcelo Victor negou conhecer o cabo eleitoral, que disse ter sido contratado por R$ 40, e afirmou que não seriam verdadeiras as denúncias de ter oferecido dinheiro em troca de votos. O candidato foi eleito com 6.880 votos; George Sanguinetti ficou como primeiro suplente da coligação, com 4.237 votos. Outros dois vereadores eleitos em 3 de outubro ? José Márcio (PTB) e Paulo Corintho (PV) ? também estão sendo investigados pela Polícia Federal, acusados de compra de votos. Os inquéritos sobre os três acusados ainda estão em fase preliminar de investigação. Até ontem, nenhum dos acusados havia sido ouvido pela PF. O prazo para o final das apurações na PF é 3 de dezembro, mas os delegados devem pedir prorrogação. Com base nas denúncias contra Marcelo Victor, o vereador George Sanguinetti sugere a cassação do registro da candidatura do eleito, que, supostamente, teria utilizado a influência econômica para garantir o mandato. Sob essa alegação, Sanguinetti pede a punição para o eleito, na tentativa de se manter na Câmara Municipal. Silêncio A GAZETA procurou o vereador George Sanguinetti para ouvi-lo sobre as denúncias contra o vereador eleito Marcelo Victor e a possibilidade de assumir sua vaga na Câmara Municipal, mas ele alegou que, por orientação de sua advogada, não falaria sobre o processo, mas sugeriu que a sua ação envolveria outras denúncias contra Marcelo Victor. Sanguinetti já apresentou à Justiça a relação das testemunhas do processo e as supostas provas da prática de crime eleitoral. Justiça eleitoral A juíza Nelma Padilha informou que o processo está na fase inicial. Ontem, os advogados de Marcelo Victor entregariam a defesa prévia e a relação das testemunhas do acusado. Nelma Padilha iria agendar os depoimentos do acusado e das testemunhas de defesa e de acusação. A juíza não antecipou o prazo para a conclusão do processo, que pode resultar na cassação do registro da candidatura de Marcelo Victor. A magistrada afirmou também que ainda não recebeu todos os inquéritos que estão na Polícia Federal, que, segundo ela, ainda devem demorar, pela necessidade de vários procedimentos investigatórios, que incluem depoimentos, levantamentos de provas e perícias técnicas. No último domingo, a GAZETA mostrou que a demora no andamento dos inquéritos da PF beneficia os suspeitos de compra de voto, que serão diplomados no dia 16 de dezembro. Segundo a lei eleitoral, depois da diplomação ? e da posse, em janeiro ? as condições para aplicar punição em casos como compra de votos ficam bem mais difíceis. Delegados da PF alegam muito trabalho e pouco pessoal para dar conta de tudo com agilidade.

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