Política
ESTUDO REVELA IMPACTOS DA CONCESSÃO DO SANEAMENTO EM AL
Projeção é que investimentos gerem ganhos de R$ 3 bilhões no PIB em 12 anos
Relatório “Impactos da Concessão dos Serviços de Saneamento de Alagoas”, elaborada pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), estima que, em 12 anos, a concessão dos serviços de saneamento deve gerar um ganho de R$ 3,04 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, 14,5 mil postos de trabalho até 2033, além de um acréscimo de R$ 404 milhões nas receitas municipais e de R$ 658,3 milhões nas receitas estaduais.
Os dados serão apresentados hoje em Maceió, durante a reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea). Para detalhar o estudo aos empresários alagoanos, virão à capital o gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Carraro Teles, o diretor executivo da ABCON, Percy Soares Neto, e a superintendente técnica da Associação, Ilana Ferreira.
“Os ganhos não são apenas econômicos, envolvem a melhor eficiência na prestação do serviço com robustos investimentos e ainda os impactos sociais e ambientais. Isso porque tem impacto social e na saúde da população, com a geração de empregos e a universalização da oferta de água e esgoto”, afirma o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade.
BENEFÍCIOS INDIRETOS
O documento elaborado pela ABCON também mostra que o setor da Construção Civil em Alagoas, por exemplo, deve registrar alta de R$ 824,1 milhões em produção e gerar 6,2 mil postos de trabalho; os serviços de investimentos, tais como engenharia, contabilidade, TI, dentre outros, terão um impacto R$ 56,5 milhões em saneamento e vão gerar 489 empregos no Estado, que possui uma demanda reprimida. Atualmente, de acordo com o estudo da ABCON, cerca de 767,5 mil alagoanos não possuem acesso ao serviço de abastecimento de água e apenas 22,9% da população têm o seu esgoto coletado. “Ao todo, são 74 municípios (73% do total) divididos nos blocos A, B e C, e mais de 2,6 milhões de pessoas beneficiadas (76% da população). Já nos primeiros 12 anos de concessão, serão investidos R$ 4,9 bilhões e, ao longo de todo o projeto, o total investido chegará a R$ 5,5 bilhões. Além disso, a outorga total obtida nos leilões foi de R$ 3,6 bilhões”, ressalta o documento.
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