Política
LULA DRIBLA PERGUNTA SOBRE CORRUPÇÃO E ADMITE ERROS DE DILMA
Em entrevista ao Jornal Nacional, ex-presidente também enalteceu aliança com Alckmin
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscou driblar perguntas sobre como evitará corrupção no país caso seja reeleito, admitiu desvios na Petrobras em governos petistas e erros da gestão Dilma Rousseff na economia e exaltou seu antigo adversário e atual candidato a vice de sua chapa, Geraldo Alckmin (PSDB). Ele participou de sabatina na noite dessa quinta-feira (25) no Jornal Nacional, da TV Globo.
O ex-presidente tentou reconhecer parte das críticas que são motivo de desgaste do PT nos últimos anos, principalmente em relação à corrupção e ao desempenho da economia sob Dilma.
Também fez críticas a sigilos decretados no governo Jair Bolsonaro (PL) e à ação do procurador-geral da República, Augusto Aras, chamado por ele de “engavetador”. Mas não quis se comprometer a indicar à PGR um nome apontado na tradicional lista tríplice da categoria, que acabou descartada pelo atual presidente.
Lula também disse que a “polarização é saudável no mundo inteiro”, mas chegou a criticar ditaduras de governos que têm a simpatia de alas petistas. “Não tem polarização no partido comunista chinês, não tinha polarização no partido comunista cubano”.
“Você não pode dizer que não houve corrupção se as pessoas confessaram”, disse Lula, em relação a escândalos na Petrobras em governos petistas. Questionado sobre a corrupção, Lula insistiu em dizer que só surge corrupção em governo que permite a investigação.
Ao falar a respeito do escândalo do mensalão, que ocorreu durante seu primeiro mandato, Lula fez comparação com o que chamou de “Orçamento secreto”.
Lula disse que Dilma é uma das pessoas por quem mais ele tem respeito, mas que houve a gestão dela “cometeu equívoco”.
“Dilma fez um primeiro mandato extraordinário. Mesmo assim ela se endividou para manter as políticas sociais e [lutar contra] desemprego”, disse Lula. “Cometeu equívoco na questão da gasolina, ela sabe disso, 518 mi de desoneração. Acho que quando ela tentou mudar ela tinha uma dupla dinâmica contra ela.”
Apesar disso, ele defendeu Dilma e culpou o Legislativo na época por parte das dificuldades econômicas que Dilma enfrentou durante seu mandato.