Política
MAIORIA DOS CANDIDATOS EM AL ESTE ANO TEM NÍVEL SUPERIOR
Segundo dados do TSE, 52,01% possuem formação universitária e 29,18% concluíram o ensino médio
O número de candidatos em Alagoas que possui nível superior completo chega a 52,01% nas eleições deste ano. Os dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que das 473 candidaturas registradas, 246 correspondem a aspirantes a cargos públicos que possuem formação em universidades ou faculdades.
O segundo percentual mais alto em relação ao nível de escolaridade é de candidatos com o ensino médio completo. Na lista do órgão eles somam um total de 138, o que representa 29,18% das candidaturas. Já 10,36% são de candidatos com nível superior incompleto, que somam 49 aspirantes aos cargos públicos.
Os índices mais baixos referem-se aos níveis de escolaridade com ensino fundamental completo (4,86% - 23 candidaturas), ensino fundamental incompleto (1,90% - 9 candidaturas), ensino médio incompleto (1,48% - 7 candidaturas), e apenas um candidato que apenas lê e escreve, o que representa 0,21%. Dos sete candidatos ao cargo de governador em Alagoas, todos possuem superior completo como grau de instrução; no caso dos vices, seis apresentam essa formação e apenas um com ensino médio completo. Para a vaga de senador, três tem superior completo e os outros dois, sem conclusão do curso. Entre aqueles que disputam as vagas para deputado federal e estadual, os níveis de escolaridade são com superior completo e ensino médio completo. Para a Câmara Federal, 95 têm formação superior e outros 58, com ensino médio; já os que disputam vagas na Assembleia Legislativa, somam-se 127 e 77, respectivamente. A cientista política, Luciana Santana, explica que o perfil dos candidatos, em geral, nas eleições estaduais e nacionais diferem quanto ao pleito municipal, quando o grau de instrução é menor do que daqueles que disputam cargos para o Governo, Senado, Câmara Federal, Assembleia Legislativa e Presidência da República. “São níveis de escolaridade que o próprio cargo exige no sentido de garantir que uma pessoa mais informada tenha condições no processo de competição eleitoral desenvolver melhor seus argumentos e convencer o eleitorado. Se temos neste pleito mais de 50% dos candidatos com ensino superior, estão mais bem preparados e que eles possam aproveitar essas expertises, caso sejam eleitos, para melhorar as condições também da sociedade”, colocou Luciana Santana.
PONTO POSITIVO
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O percentual alto de candidatos com nível superior é considerado um ponto positivo para a cientista política, trazendo benefícios à população. “Não vejo isso como algo extraordinário, mas considero importante. São cargos que demandam conhecimento, articulação e que isso possa sim ser revertido à população. Ou seja, entender que quem o elegeu tenha condições também de atingir esse nível de escolaridade, que tenha oportunidades. Além disso, há um aspecto importante que é propiciar a tomada de decisão muito mais consciente e realmente compromissada com a sociedade. Fazer com que todos possam alçar novos voos, ter acesso à educação de qualidade, oportunizar”, acrescentou.
Um ponto ainda citado por Luciana Santana é quanto ao peso que o grau de instrução possa ter na escolha do eleitorado. Ela afirma que neste momento o eleitor quer ser representado e necessita perceber determinadas características importantes para que aquele representante que escolheu utilize o cargo de forma consciente.
“Vamos ter nos Legislativos uma composição muito heterogênea, mas é sempre esperado, e até em perspectiva do que a gente projeta para própria sociedade, que tenhamos nos quadros dos eleitos, os mais bem formados. Isso, claro, não necessariamente é um ponto que define o voto, mas pode ser sim algo a ser observado pelos eleitores, analisar qual a competência, a área de formação, mas acima de tudo avaliar outros aspectos, como a própria trajetória política, quais são os legados que aquele candidato tem, o que já fez em prol da sociedade, programa de governo. São vários fatores que entram no cálculo de eleitor e, claro, que a questão da formação pode ser ponto decisivo”, concluiu.