Política
Suplentes de vereador: eles quase chegam l�
LUIZA BARREIROS A eleição para vereador em Maceió teve 353 candidatos, mas apenas 21 deles comemoraram a conquista do mandato de quatro anos na Câmara Municipal de Maceió. Entre os que não conseguiram ser eleitos, um seleto grupo ? o dos primeiros suplentes ? ficou ainda mais frustrado que os demais, já que a boa votação obtida deixou neles a sensação de quase ter chegado lá. É o caso da primeira suplente do PSB, Tereza Nelma. Com 5.488 votos, ela chegou bem perto da Câmara Municipal, tendo apenas 250 votos a menos que o vereador reeleito Marcos Alves, o último mais votado entre os três que o PSB conseguiu eleger. ?Gostaria de ter ganho, mas fui vítima do machismo da política e da falta de solidariedade por parte das mulheres?, argumentou. ?Meus votos foram conquistados. Infelizmente o poder do dinheiro e outros fatores não permitiram minha eleição?, lamentou. Apesar disso, ela diz que a primeira suplência só reforçou sua vontade de ser vereadora. ?Cresci de uma campanha para outra e tenho orgulho de ter ficado na primeira suplência?, disse ela, que é diretora da Fundação Pestalozzi de Maceió e ocupou o cargo de presidente da Funacriad no governo Kátia Born (PSB). Na primeira suplência, Tereza Nelma deixou para trás três vereadores com mandato: Marcos Vieira, Pedro Alves e Jaudeni Coutinho, que ocupam a segunda, terceira e quarta suplências dos eleitos Alan Balbino, Gerônimo Ciqueira e Marcos Alves. PSDB Outra que chegou bem perto do mandato de vereadora foi a líder comunitária Maria José dos Santos, a Tina (PSDB), segunda suplente na coligação PSDB-PAN. Ela lembra que os 4.343 votos obtidos por ela e os 5.184 votos do primeiro suplente Arnaldo Camelo (PSDB) foram fundamentais para que o vereador Davi Davino (PSDB) conseguisse o coeficiente mínimo de votos para ser reeleito. ?Deveria haver maior conscientização dos eleitos de que a eleição só foi possível graças à soma dos votos dos outros candidatos?, alerta, lembrando que para fazer um vereador, cada coligação precisava obter, no mínimo, 17 mil votos. Ex-assessora do deputado estadual Luiz Pedro (PDT), Tina fez campanha baseada principalmente em sua atuação na coordenação dos projetos sociais e conjuntos residenciais construídos por ele. Além dela, o deputado apoiou ? inclusive com ajuda financeira ? outros oito candidatos a vereador. ?O apoio ficou muito dividido e ele não tinha votos para eleger oito vereadores?, avalia. Após o primeiro turno, Tina rompeu com o deputado e por isso acabou apoiando o candidato Alberto Sextafeira (PSB) na disputa com Cícero Almeida (PDT). Ela garante que o rompimento se deu por ?questão pessoal?. ?Foi questão de dignidade?, diz. Outro novato que ficou na segunda suplência foi o servidor e sindicalista do Detran José Williams, do PT. Com 2.582 votos (194 a menos que o primeiro suplente, o vereador Thomaz Beltrão), Williams diz acreditar que poderá vir a assumir uma vaga na Câmara, se os eleitos Judson Cabral e Diogo Gaia decidirem disputar em 2006 a eleição para deputado e forem eleitos. ?O Diogo faz parte de uma família tradicional de políticos e deverá seguir o caminho natural da Assembléia. O Judson também poderá disputar a eleição de deputado, como sucessor natural do Paulão na Assembléia, caso ele saia candidato a deputado federal?, justifica.