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Lessa e Lyra j� avan�am na busca para alian�as em 2006

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MARCOS RODRIGUES A corrida eleitoral rumo as eleições de 2006 terá, no próximo mês de dezembro, capítulos decisivos para as duas forças políticas que visam efetivar seus projetos. De um lado, o governador Ronaldo Lessa (PSB) trabalha para se eleger senador. Do outro, o empresário e deputado federal João Lyra (PTB) está de olho na vaga de Lessa no Palácio. Ambos atuam nos bastidores para que os governos que detêm possam ?brilhar? a partir do próximo ano com suas respectivas secretarias. Nos dois casos, o problema está centrado na indicação dos nomes. O governador admite que o momento é de avaliar e planejar ações que mantenham em evidência seu segundo mandato. A estratégia é não cometer erros que comprometam sua eleição. O deputado federal João Lyra atua diferente. Ele interfere diretamente na indicação e montagem do futuro secretariado de seu aliado político, o prefeito eleito de Maceió Cícero Almeida (PDT). Mesmo tendo desistido de ter se lançado candidato, Lyra não só emplacou sua filha Lourdinha Lyra para vice de Almeida, como passou a ser visto como o principal ?vitorioso? do processo. Ele ganhou fôlego político para sonhar em ser candidato a governador. Problemas Mas nem tudo são flores nos bastidores das indicações. Lessa, por exemplo, tem a preocupação de verticalizar a nova montagem das alianças partidárias com as movimentações do governo federal. Esta é a situação, por exemplo, da recomposição com o PMDB do senador Renan Calheiros. Caso o partido rompa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fica sem cargos em Alagoas e fora do palanque em 2006. ?Como aliado do presidente, tenho que trabalhar em sintonia com suas ações?, reconhece o governador. Aqui no Estado, o problema é outro. O governo não sabe ainda o impacto do movimento de oposição que cresce na Assembléia Legislativa. Ali, existem articulações para o pedido de uma CPI, nas mãos do deputado Francisco Carvalho (PSDB), além de um processo de impeachement solicitado pelo advogado do PDT Heth César Bismark, quando ainda apoiava Almeida. João Lyra também não ficou de fora de contratempos. Silencioso, acompanha à distância a ?briga dos pedetistas? patrocinada por quadros do partido insatisfeitos com o espaço que terão no futuro governo. O movimento de insatisfação chegou a resultar num pedido de afastamento de Cícero Almeida, que tenta reverter o processo através do Diretório Nacional do partido. Almeida enfrentou um outro problema. O anúncio da permanência do secretário Álder Flores na Secretaria Municipal de Meio Ambiente não agradou ao PPS. O resultado foi o ?desconvite? a Álder. A única coisa que aproxima Lessa, Lyra e Almeida é a dependência do governo federal. Os representantes dos dois grupos estão ligados a Lula. Almeida conta com o apoio do ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia e, mais recentemente, com o ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, que chegou a sugerir nome para o secretariado. Lessa não fica atrás, já que seu partido, o PSB, dá sustentação política ao presidente.

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