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Esquenta a disputa pelo futuro comando da C�mara Municipal

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A eleição para a mesa diretora da Câmara de Vereadores, biênio 2005-2006, está disputada e interessa ao governador Ronaldo Lessa (PSB). Em uma semana, o grupo da maioria, que contava com 12 vereadores, recebeu a adesão de mais dois nomes: Judson Cabral e Diogo Gaia, ambos do PT. Isso só foi possível por conta da intermediação do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PSB), escalado por Lessa para evitar rachas na disputa. Celso Luiz reuniu, no ?grupo dos 14?, vereadores que foram eleitos pela coligação do futuro prefeito Cícero Almeida (PDT), e ainda a maioria dos que apoiaram o candidato derrotado Alberto Sextafeira (PSB). Com isso, estão na disputa os vereadores Judson Cabral (PT), Dudu Hollanda (PTB), Francisco Hollanda (PL), Carlos Ronalsa (PMDB) e o pastor João Luiz (PMDB). Ninguém (nem o candidato do PT) fala em oposição ao prefeito Cícero Almeida. A proposta, no momento, é a união. Segundo Judson Cabral, o objetivo é evitar frações entre os vereadores e firmar um compromisso de escolha do nome que dispute a presidência da mesa e, consequentemente, o restante dos cargos. O petista, que é tido como favorito, optou por não cantar vitória antes do tempo e disse que respeita a decisão da maioria. ?Nosso nome está lançado e agora deve ser aprovado numa votação interna?, confirmou, sem definir a data da escolha. Cabral, que está em seu terceiro mandato, é o preferido do Palácio. Lessa prefere se manter distante, mas aposta em seu nome a fim de ver o PT no comando da Câmara. Em seu grupo, a disputa será com o vereador Dudu Hollanda. Ele é uma aposta dos aliados de Almeida e a única certeza de que a casa não será uma ?pedra no sapato? do prefeito eleito. Articulações A eleição oficial para presidente da Câmara ocorre depois da posse, no próximo ano. Até lá, as articulações serão, principalmente, do grupo dos cinco, formado por vereadores ligados diretamente à coligação de Almeida. O nome mais forte é o do vereador Arnaldo Fontan (PFL). Ligados a ele estão os vereadores Zé Márcio (PTB), Walter Toroca (PTB), Berg Hollanda (Prona) e Davi Davino (PSDB). Fontan é vereador veterano, mas não é considerado um nome agregador. A escolha do presidente, mesmo para o grupo dos 14, não está sendo considerada uma ?trincheira? para oposição ao futuro governo. Ninguém assume que isso está em pauta. A palavra do grupo é independência. (MR)

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