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Política

COLLOR: FALTA PLANO FISCAL PARA MANTER AS CONTAS EM DIA

Senador critica empréstimos feitos pelo governo do Estado: “É necessário planejamento de gestão para atender carências da popula

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Maceió, 27 de setembro de 2022

Debate entre os candidatos para o governo de Alagoas pela TV Gazeta de Alagoas, Brasil.

Foto:@Ailton Cruz
Maceió, 27 de setembro de 2022 Debate entre os candidatos para o governo de Alagoas pela TV Gazeta de Alagoas, Brasil. Foto:@Ailton Cruz -

No terceiro bloco do debate, indagado sobre meio ambiente e, em especial, a questão envolvendo a Braskem, o senador Collor foi cobrado por Luciano Almeida sobre o que fará em relação à empresa e às áreas atingidas na capital. O candidato do PRTB defende que a licença ambiental da empresa não seja renovada até que realoquem e pague a todos os moradores. “A primeira coisa que teremos que tomar conhecimento é quanto à área toda afetada, pois hoje pertence à empresa. É preciso haver uma intervenção do governo e prefeitura para utilizarmos essa área. Fazendo dessa região uma ação de recuperação com a criação de um plano diretor e até reocupá-la com o apoio do governo federal”, disse Collor. O professor Cícero criticou Paulo Dantas por ter votado pela privatização da Casal e acusando-o de não ser do campo popular. “Sou sim do campo popular. Recebi a comunidade LGBT, índios e quilombolas. Quem me apoia é o presidente Lula”, disse Dantas. “Acho importante que os setores progressistas verem você assumir que votou pela privatização. Muita gente aqui está pegando carona. E o senhor não é progressista porque tem o apoio do presidente Lula”, completou Cícero. Outro destaque foi a cobrança feita por Almeida sobre o comportamento de Cunha em relação ao seu voto contra o orçamento secreto. “Votou contra, mas o jornal Valor Econômico lembrou que recebeu R$ 54 milhões. Além disso, trocou de partido em busca do fundo partidário”, criticou Almeida. O senador se defendeu: “Tenho um portal da transparência próprio. Quem tiver interesse pode ver até a nota fiscal. Não tenho o que esconder. Vou em busca de recursos. Tentaram colocar um carimbo em mim de que não trouxe recursos. Abri um edital para que as entidades pudessem participar. Em pergunta feita a Collor, o governador Paulo Dantas acabou lhe dando a chance de falar sobre como pretende administrar as contas do Estado. O senador cobrou um Plano Fiscal: “Em primeiro lugar, manter as contas em dia. Gostaria de lembrar que, como presidente, deixei superavit. Não vou fazer aqui empréstimos. Apresentam relatórios de arrecadação porque fazem empréstimo. Se o governo está arrecadando mais, para que pegar empréstimo? Para pagar custeio? É necessário um planejamento de gestão para que as carências da população não sejam prescindidas como vemos hoje”, enfatizou. Durante pergunta feita ao candidato Rui Palmeira, o senador Collor acabou dando a oportunidade para o ex-prefeito voltar a criticar a postura política de Cunha. Conforme lembrou, seu ex-aliado teria se aproveitado de uma manobra política para se beneficiar politicamente dos recursos federais do orçamento secreto e do fundão. “A ação dele contra a distribuição de cestas do governo do Estado poderia sim suspender a distribuição de alimentos. Ele não tem coerência. Antes não chegava perto do Biu de Lira. Agora, pula de partido às vésperas do período de desincompatibilização. Além de votar contra o Fundão e hoje ser um dos que têm mais acesso”, lembrou Palmeira. Por sua vez, Collor foi além e criticou a postura política adotada pelo senador e completou: “Não é incoerente só por isso. Essa conversa de fazer concurso público para trabalhar com ele já temos claro que não é verdade. Tem muita gente que trabalha com ele e não tem condições. Outra coisa é ter sido eleito com o apoio do presidente Bolsonaro e hoje o ignora e não o apoia”, lembrou Collor.

4° BLOCO

Um dos destaques desse bloco foi a pergunta de Cunha a Dantas sobre o Sistema Prisional, proposto pela organização do debate. Dantas misturou a discussão com segurança pública. “O candidato Rodrigo Cunha está desconectado. Na área de segurança pública reduzimos os crimes. O nosso sistema prisional é dos que mais ressocializam no Brasil. Nossos reeducandos estão retomando para a sociedade. Nomeie mais de 400 policiais para enfrentar a violência”. Foi a chance que Cunha queria para relembrar sua história pessoal: “Ele não sabe nem o que é um regime semiaberto. Quem matou o meu pai deveria está nesse regime e agora está em casa assistindo a esse debate. Quem faz o mal tem que pagar com ele. E esse estado é omisso porque as pessoas sabem. Você perdeu uma grande oportunidade de falar sobre isso”, disse. ‘‘você diz que é independente e está no colo do Arthur Lira. Está com conchavo com o prefeito Rio Largo. Me comovo com sua dor. Mas o senhor se aproveita da morte dos pais para se promover”, retrucou Dantas.

TURISMO

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Pautado o tema turismo, foi a vez de os senadores descarem suas visões sobre o setor. Collor deu a chance para Cunha falar de suas propostas para o setor. “Para nós Alagoas é um cartão-postal. Por isso está no nosso plano de governo vamos criar uma secretaria para o setor. Quem vai escolher o secretário é o setor. Alagoas tem que ter turismo em todo o Estado. Temos que ter turismo religioso e de aventura. O turista muitas vezes bate volta e não permanece no Estado porque não há outras rotas”, disse Cunha. Collor por sua vez lembrou que o turismo para o Estado entrou para o mapa do país quando governou Alagoas: “O turismo em Maceió nasceu comigo quando criamos o Hotel Alteza que carreou para aqui milhares de turistas. Construímos a AL 101-Sul e nós desbravamos todo esse litoral. Quando criamos a barragem do Xingó ela hoje vive também do turismo”, lembrou o senador.

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