Política
Eles querem presidir a C�mara de Vereadores
MARCOS RODRIGUES Depois da eleição do prefeito Cícero Almeida (PDT) e da expectativa para o anúncio de seu secretariado, é a eleição da Mesa Diretora da Câmara que tem tomado conta das negociações nos bastidores políticos de Maceió. Até o momento, seis candidatos buscam apoio dos colegas para administrar a casa no biênio 2005/2006. A GAZETA conversou com todos os candidatos que já se lançaram para a disputa interna. Oficialmente, dois grupos distintos se articulam para o controle da Câmara e seus principais cargos. A maioria dos vereadores está reunida no chamado ?grupo dos 14?. O ?grupo dos 5?, mesmo sendo minoria, é totalmente fiel ao futuro prefeito. Dos seis candidatos, cinco integram o grupo dos 14. Em sua composição, existem vereadores ? a maioria ? que integraram a coligação do candidato derrotado Alberto Sextafeira (PSB). Entre os exemplos estão Judson Cabral (PT), Francisco Hollanda (PL) e Carlos Ronalsa (PMDB), que estiveram no palanque de Sexta. Já Dudu Hollanda (PTB) e o Pastor João Luiz (PMDB) apoiaram Almeida. Dudu assume seu segundo mandato em janeiro. Ao final de seu primeiro ano de gestão, já fazia oposição à prefeita Kátia Born (PSB). É considerado, pelos outros concorrentes, jovem para assumir a presidência da Mesa. Isso não quer dizer que não seja articulado. Ele conta com o apoio de seu pai, o deputado Antônio Hollanda (PSL). Dudu teve papel fundamental na montagem da coligação que apoiou Almeida. ?Nosso trabalho será o de garantir as mudanças que a cidade espera, com a posse do prefeito Cícero. Nossa gestão será propositiva?, declara Dudu Hollanda. Seu concorrente no grupo dos 14 é o próprio tio, Francisco Hollanda, que retorna à Câmara depois de 20 anos. Ao contrário do sobrinho, ele já foi secretário de Estado e do Município, além de ter sido deputado estadual. ?Quero levar essa experiência acumulada ao longo de minha vida pública. Além disso, venho de uma família com tradição política?, declarou Hollanda. Ele afirmou que não é candidato apenas do grupo dos 14, mas dos 21 vereadores. Sobre a relação com o futuro prefeito, Hollanda disse que será de ?independência e colaboração?. Esse também é o discurso do candidato vereador Pastor João Luiz (PMDB). Segundo explica, sua relação com Almeida seria de total apoio político. ?Já fui convocado para fazer parte de sua bancada. Mas naturalmente entendo que o poder deva agir de forma independente?, diz o Pastor, que assumirá o seu quarto mandato. João Luiz foi presidente da Câmara de Vereadores de 94 a 96. ?Por conta dessa experiência, acho que posso contribuir, mas minha candidatura não é irreversível?, completa o Pastor. Ao contrário do João Luiz, o vereador Carlos Ronalsa (PMDB) sempre foi fiel à prefeita Kátia Born. Mas isso não significa que será oposição ao futuro prefeito. ?Não tem nada a ver. Sou candidato porque acho que somo. Quero administrar a Câmara para deixá-la mais perto da população através de caixas coletoras de sugestões nos bairros?, explica Ronalsa. O petista Judson Cabral tem a missão de conquistar apoio no grupo, afastando a imagem de ?radical?. ?Minha candidatura é uma forma de a Câmara recuperar sua postura independente. Apoiaremos o que for importante para a cidade, compartilhando nossas decisões?, afirma Cabral, que segue para o seu terceiro mandato. No grupo dos 14, por conta de sua composição ser mista, o tom de oposição a Almeida está diluído. A escolha do candidato do grupo acontecerá através de uma votação interna a ser marcada. Contudo, toda essa organização, é tida como desnecessária. Tudo porque para os mais experientes, eleição da Mesa se define minutos antes da votação em plenário. Distante dessa disputa, o vereador Arnaldo Fontan, do ?grupo dos 5?, trabalha em silêncio. Para ele, sua chegada à presidência da Mesa será fruto da união de todos os vereadores. ?Sou um dos mais experientes. Quero trazer isso para a condução da casa, já que conheço bem o seu regimento e as carências da cidade?, destaca o vereador.