Eleições
‘O INCUMBENTE TEM MAIS CHANCES DE CONQUISTAR VOTO POR CONTA DAS SUAS BASES’
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Paranhos afirma ainda que esse funcionamento de fazer política não pode ser considerado corrupção e nem o agir fora da legalidade. “Faz parte do jogo político. Um parlamentar conseguir, junto ao governo do estado, determinadas ajudas legais junto a um prefeito e estabelecer uma aliança. O incumbente tem mais chances de conquistar voto por conta das suas bases eleitorais”, considera.
A conquista do voto se dá por vários fatores. E nem sempre aquele que tira a maior quantidade de votos ganhará uma cadeira para deputado federal ou estadual. O cientista político Marcelo Bastos explica, por exemplo, que, para determinado partido, como o MDB, por exemplo, o candidato deve tirar cerca de 30 mil votos, enquanto em outro partido menor, ele obtendo por volta de 20 mil já é suficiente para conquistar uma cadeira.
“O partido, como o MDB, com muito candidato de mandato, que tem votações boas, para que você entre num partido desse, em média você tem que ter 30 mil votos, porque concorrência entre eles é grande. Sempre que um candidato não tem essa densidade eleitoral grande, é mais interessante ele ser candidato em um partido que tenha menos candidatos de expressões eleitorais. Nas minhas projeções, coloquei que o MDB é o partido que vai colocar o maior número de deputados , entre 12 e 13, das 28 vagas [na ALE]. Porém, para você estar entre esses 12 e 13 , tem que ter em torno de 30 mil votos ou perto disso. Mas num partido menor, você pode atingir a casa de 20 mil votos e se eleger porque não tem muitos candidatos com grande densidade eleitoral”, explica.
Para Bastos, em se tratando da Câmara Federal, dos oito que disputam à reeleição, ele acredita que quatro permanecerão nas cadeiras em Brasília.
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“O ideal é que os eleitores observassem os candidatos que tivessem propostas, uma história de honestidade, que contribuíssem para a melhoria da sociedade nos mais diversos aspectos, com ética. Mas infelizmente, cada eleição que passa o eleitorado vota mal. Muitas vezes, temos bons candidatos, com boas propostas, mas que não têm a mesma estrutura, mesma força política, não fazem parte de um grupo político, e muitas vezes não conseguem se eleger. O que vai prevalecer é quem tem a estrutura financeira e grupos políticos. Se não tiver isso, é muito difícil conseguir vaga na assembleia ou até mesmo na Câmara Federal”, defende o cientista politico Marcelo Bastos. MR