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Caso Vianna: Beltr�o defende Silva Filho

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GILVAN FERREIRA O deputado João Beltrão (PMDB) foi ouvido ontem pelo juiz da 3ª Vara Criminal Especial, José Braga Neto, no inquérito sobre o assassinato do coordenador de arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Silvio Vianna, ocorrido em outubro de 1996. João Beltrão prestou depoimento como testemunha de defesa do ex-tenente PM José Luiz da Silva Filho, acusado de participação na morte de Vianna. Em depoimento à Justiça, Silva Filho, que trabalhava como segurança de João Beltrão, negou participação crime e garantiu que no dia (28 de outubro de 1996) e horário do crime (por volta das 18h) estava em uma churrascaria em Arapiraca com o deputado. O álibi de Silva Filho foi confirmado por João Beltrão, que disse que soube do assassinato de Sílvio Vianna ao receber uma ligação da sua esposa, que teria, segundo ele, ouvido a notícia na Rádio Gazeta, no programa ?Encontro com a Saudade?, apresentado pelo policial civil Gonça Gonçalves. Álibi João Beltrão disse ao juiz que, depois de ter recebido a informação de sua esposa, ligou para o apresentador Gonça Gonçalves para que ele confirmasse a notícia. Beltrão disse ao juiz Braga Neto que depois de receber a confirmação da morte de Silvio Vianna, decidiu voltar para Maceió para conversar pessoalmente com o apresentador Gonça Gonçalves, que, segundo o deputado, queria falar-lhe sobre um ?problema particular?. Beltrão disse que chegou à Rádio Gazeta, na noite do dia 28 de outubro [ele não soube confirmar o horário], acompanhado do então tenente Silva Filho, que foi orientado a aguardá-lo fora do estúdio enquanto conversava com Gonça Gonçalves. O radialista negou parte da versão do deputado. Controvérsias Gonça Gonçalves, que também foi ouvido pelo juiz Braga Neto, afirmou que teria recebido a ligação telefônica do deputado no dia 28 de outubro, que teria sido repassada por uma das telefonistas da empreas. E disse lembrar que recebeu o deputado na Rádio Gazeta, mas negou ter sugerido um encontro para pedir ajuda ao deputado João Beltrão para resolver um ?problema particular?. Gonçalves garantiu que não teve qualquer contato com Silva Filho e disse que não poderia confirmar se o segurança do deputado João Beltrão o acompanhava neste encontro. Defesa O deputado João Beltrão tentou ser enfático sobre a não participação do seu ex-segurança na morte de Sílvio Vianna. ?Se ele[ Silvia Filho] fez, eu fiz também, porque ele estava comigo o tempo todo?, afirmou Beltrão. Ele acrescentou que, além de estar com ele em Arapiraca no dia do assassinato do coordenador de arrecadação fiscal da Sefaz, Silva Filho também o acompanhou em uma visita a Batalha, na região do sertão de Alagoas.

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