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Lessa se oferece para mediar crise entre PDT e Almeida

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ODILON RIOS O governador Ronaldo Lessa (PSB) é o mais novo ?bombeiro? na crise entre o presidente estadual do PDT, Geraldo Sampaio, e o prefeito eleito de Maceió, Cícero Almeida (PDT). Lessa disse querer evitar que a crise acabe resultando na expulsão de Almeida do partido. Recém-derrotado pelo grupo de Almeida, que venceu Alberto Sextafeira (PSB) na disputa pela Prefeitura de Maceió, o governador mostra inusitada disposição para sanar as desavenças no campo do adversário. Lessa quer até falar com o presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, para interceder na tentativa de paz. ?Pretendo conversar com o Carlos Luppi. Falei com ele na semana passada e disse que teria prazer em recebê-lo no Palácio?, afirmou o governador, que ainda não sabe o dia da visita do presidente nacional do PDT a Alagoas. Lessa falou do PDT durante sessão especial sobre direitos humanos, ontem, na Assembléia Legislativa. (veja matéria na página A5) A conversa entre Luppi e Lessa foi por telefone, durante um evento do jornal Gazeta Mercantil, na semana passada, no Rio de Janeiro. De acordo com o governador, ?alguns amigos do PDT? intermediaram o diálogo entre ele e Luppi. Essa não é a primeira vez que o governador revela interesse em evitar o racha entre Sampaio e Almeida. Há três semanas, quando Sampaio disse querer expulsar Almeida do partido, Lessa também se pronunciou, afirmando que tentara dar conselhos a Sampaio, que o fizessem desistir da idéia de expulsão. A insatisfação de Sampaio nasceu depois que Almeida anunciou grande parte do futuro secretariado, deixando ao PDT as pastas menos atraentes. Além disso, os nomes escolhidos, em sua maioria, são indicações do deputado federal João Lyra (PTB), pai da vice eleita Lourdinha Lyra (PTB). A tentativa de aproximação entre Lessa e Almeida ocorre em um momento de mudança de estratégia política do PSB, que trocou a direção estadual do partido para facilitar o diálogo com outras siglas, especialmente com os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela (PSDB). O próprio presidente do PSB, vice-governador Luis Abílio, assumiu, com exclusividade à GAZETA, no último sábado, que o partido aceita até não ser cabeça de chapa em 2006 ? tudo isso para garantir a eleição do governador Ronaldo Lessa ao Senado. O jantar O encontro entre Carlos Luppi e membros do PDT estadual, em um jantar que houve na sexta-feira, parece ser um assunto pouco comentado, pelo menos de maneira oficial, entre os participantes. O ex-prefeito Corintho Campelo da Paz disse que a situação alagoana não foi debatida no jantar ?porque tinha muita gente?. ?Não foi tratado nenhum assunto específico?. Não foi isso o que declarou o membro da Executiva Nacional e Estadual, Heth César, que também participou da reunião. Segundo ele, o jantar foi reservado, contando com as presenças dele, Campelo, Luppi e do secretário regional do partido, Manoel Dias. Na conversa, ficou definido que Luppi e Dias viriam a Alagoas ouvir Sampaio e Almeida. ?Não adiantamos mais nada?, garantiu César. ?A direção nacional vai interceder no sentido de resolver a crise, mas isso não significa intervenção. Em nossa conversa na sexta, decidimos que o PDT vai acatar a decisão que tomarmos no Estado?, afirmou César. ?Não existe possibilidade de intervenção?, repetiu, informando ainda que o presidente nacional do PDT ?vai chegar com certeza a Alagoas até sexta-feira?. A GAZETA apurou que os detalhes do encontro entre os presidentes do PDT foram tratados ontem à tarde, por telefone. Mas o assessor de comunicação do PDT, jornalista Wagner Melo, não confirmou a informação e disse que Sampaio só fala hoje com a imprensa sobre a visita de Luppi. Ontem, no começo da manhã, o jornalista repetiu a posição de Sampaio, sobre o caso Cícero Almeida: no lugar de expulsão, ?moderação?.

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