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Nº 5716
Política

CUNHA CRITICA DANTAS, MAS NÃO SE PRONUNCIA SOBRE ESCÂNDALOS COM ALIADOS

Senador omite que seu mentor político, o deputado Arthur Lira, já foi condenado por improbidade na Operação Taturana

Por Da Redação | Edição do dia 15/10/2022 - Matéria atualizada em 15/10/2022 às 04h00

A eleição em Alagoas virou ‘guerra de narrativas’ para confundir os eleitores. Um exemplo é a postura adotada pelo candidato ao governo do Estado, Rodrigo Cunha (União), que tem explorado ao máximo a imagem de seu adversário Paulo Dantas (MDB), desde a deflagração da Operação Edema, no início da semana, que apura o suposto desvio de R$ 54 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa.

Num dos ataques, o senador, que ficou em cima do muro quanto ao apoio à candidatura presidencial se tornando o candidato “nem-nem” - nem Lula e nem Bolsonaro -, propôs que Dantas desista de ser candidato ao governo. Ou seja, além de tentar ganhar no tapetão, busca outra saída absurda que seria a desistência do emedebista para ganhar a disputa pelo governo de Alagoas por W.O. Ao reforçar o discurso anticorrupção sobre o suposto envolvimento de Dantas no esquema de Rachadinha na Assembleia Legislativa, omite do eleitor que seu principal mentor político e padrinho, o deputado Arthur Lira (Progressistas), foi condenado por improbidade por envolvimento na “Operação Taturana”, também realizada pela Polícia Federal, em 2007. Conforme levantamento feito pelo Ministério Público, o desvio de recursos por meio da Mesa Diretora da Casa era bem superior aos investigados atualmente. Foram, ao todo, R$ 230 milhões que nunca foram devolvidos aos cofres. Sobre o escândalo e o expressivo conjunto de provas apontados pelos órgãos de controle, Cunha silencia. Como estratégia, a época, Lira se elegeu deputado federal. Ainda assim, o processo, em Alagoas foi concluso e ele foi condenado, passando a se tornar ficha suja. Por isso, inclusive, não pode mesmo estando na linha sucessória do País assumir a Presidência, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) não permite que políticos nesta condição sentem na cadeira de presidente da República. Outro caso que o apadrinhado de Lira se silencia envolve o prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (PP), que, em agosto, foi afastado do cargo por decisão da Justiça Federal como resultado da Operação Beco da Pecúnia. Gilberto é feveroso cabo eleitoral de Rodrigo Cunha na cidade de Rio Largo. A ação federal apura crimes como desvio de recursos, lavagem de dinheiro e organização criminosa com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e Sistema Único de Saúde (SUS) na Prefeitura de Rio Largo. O prejuízo ao erário é estimado em R$ 12 milhões..

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